dothCom Consultoria Digital
Publicado em 21/08/2009 às 11:04
Atualizado em 10/09/2026 às 13:55
Devido às metas estabelecidas pelo governo federal, a mortalidade materna e neonatal, de crianças com até 28 dias de vida, deve ter queda de 5% ao ano até atingir índices aceitáveis pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Em Mato Grosso do Sul, segundo dados do SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade) 37 mulheres morreram em 2008 devido a complicações durante a gestação e o mesmo aconteceu com 17 delas em 2009.
Para discutir o assunto, a SOGOMAT-SUL (Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do MS) em parceria com a prefeitura de Campo Grande e o governo estadual realiza no dia 26 de agosto, no Centro de Exposições Albano Franco, o III Seminário Estadual de Mortalidade Materna e Infantil de Mato Grosso do Sul e II Seminário Regional de Mortalidade Materna e Infantil. Participam especialistas da área de saúde que vão tratar das estratégias políticas para o cumprimento dos pactos contratualizados, visando desta forma preservar a vida das mães e crianças.
Na esfera nacional, a mortalidade com crianças no primeiro ano de vida é de 27,8 para cada 1.000 e no caso das mães os óbitos são de 2,6 para cada 1.000. Nos dois casos é prevista uma tendência de estabilização com possibilidade de redução destes números, porém é preciso sensibilização dos municípios, estados e o governo federal para o cumprimento do Pacto Nacional Pela Redução da Mortalidade materna e Neonatal. Dentro do acordo também está determinada a ampliação da rede nacional de bancos de leite humano, políticas de violência contra a mulher e políticas de humanização na saúde.
Segundo Paulo Saburo Ito, médico ginecologista e coordenador da comissão de parto humanizado e aleitamento materno do HRMS (Hospital Regional de MS), o estado precisa desenvolver táticas de atuação para que casos lamentáveis de mortalidade da materna e consequentemente das crianças sejam reduzidos. "Muitas mulheres são mandadas do interior à capital para realizarem seus partos, porém muitas chegam a óbito devido a falta de exames mínimos que deveriam ser feitos no período da gestação. É uma situação muito triste", lamenta o obstetra.
Paulo revela também que tanto em Mato Grosso do Sul como em outras regiões do Brasil uma quantidade significativa de crianças morrem antes de completar o primeiro ano de vida e o mesmo acontece com as mães durante ou logo após o parto. As causas são inúmeras como a desnutrição, a falta de acompanhamento pré-natal, assistência médica inadequada, desnutrição, além de outros fatores.
O médico afirma que a hipertensão arterial ainda é o maior causador de morte nos partos, seguida pelos quadros de hemorragias, infecções e as complicações por aborto.
Atualmente nos atestados de óbito devem ser mencionadas as causas da morte e se ela está ou não relacionada a complicações surgidas no parto. No entanto, em algumas localidades estas informações não são registradas, prejudicando, assim, a construção de dados para combater o problema.
Serviço - O III Seminário Estadual de Mortalidade Materna e Infantil de Mato Grosso do Sul e II Seminário Regional de Mortalidade Materna e Infantil faz parte da programação da XXIV Jornada de Ginecologia e Obstetrícia de Mato Grosso do Sul que será realizada de 26 a 29 de agosto, no Albano Franco. O evento discute ainda assuntos como HPV, gestação na adolescência e fertilidade. Mais informações podem ser obtidas através do telefone 67 3042-2131, da SOGOMAT-SUL.
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