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Tostão e Guaraní: remanescentes dos festivais

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A década de 70 do século passado assinalou o fim de uma época de ouro para a música de Mato Grosso do Sul. Diversos festivais foram responsáveis pela revelação de inúmeros talentos. Alguns romperam a barreira do século XX e até hoje estão na estrada, fazendo sucesso.  A dupla Tostão e Guarani, que cantará no segundo dia do Festival Pantaneiro, neste sábado (31) em Aquidauana, é remanescente deste tempo.


Segundo registra a jornalista Dirce Jordão Serra, em seu livro "Vi, Vibrei e Anotei", o 1º Festão, festival organizado pela Rede Mato-Grossense de Televisão, em 1979, foi conquistado pelo trio Cruzeiro, Tostão e Centavo. Cruzeiro, fez carreira, a posteriori, como Aurélio Miranda. Tostão e Guarani formou a dupla que já contabiliza neste ano de 2009 mais de 25 anos de parceria.


O que poucos sabem é que o famoso festival da TV Morena foi precedido, em Dourados, do FEMPOP, que agregou mais de 20 mil estudantes, somando-se as eliminatórias. Em torno de 6 mil pessoas compareceram à finalíssima numa noite em que um recorde foi batido: pela primeira vez o Ginásio do antigo CAD conseguiu lotação.


A frente do Festival Estudantil de Música Popular da terra de Marcelino Pires ou Cidade Modelo, como é conhecida a cidade de Dourados, estava o hoje diretor da Agência de Comunicação Social do Governo Municipal de Aquidauana, Vivaldo da Silva Melo, na época líder estudantil e comunicador na Rádio Clube de Dourados, conhecido naquela região como Ézio Moreira.


Vivaldo lembra que o coordenador da mesa de jurados foi o jornalista Onésimo Filho, do quadro de profissionais da emissora afiliada da Rede Globo no Estado. Neste evento específico foram revelados nomes como Nildo Pacito e Carlos Fábio e a cantora gospel Célia Held, hoje conhecida nacionalmente, com vários CD's gravados, inclusive um nos EUA.


No Festival da capital, na edição que revelou Tostão e Guarani, o Trio Cruzeiro, Tostão e Centavo - esse último o hoje "Guarani" - também conquistou o 2º lugar, com a composição "Lavrador, Rei sem Coroa". O 3º lugar coube a "Cidade de Lona, de Goiá e Queiroz, interpretada por Alex e Dino Rocha. Este último faz parte, hoje, do Chalana de Prata, que estará na abertura do Festival Pantaneiro.


Em seu registro histórico Dirce Jordão Serra lembra que Aquidauana esteve bem representada e aplaudida com a composição "Coisinha da La", letra e música de Armandinho do Nascimento Rego, interpretada por Curioso e Ramãozinho. "Por essas referências o Festival Pantaneiro ganha uma outra motivação: o do resgate da história, através de Nomes como Tostão, Guarani e Dino Rocha", lembra Vivaldo.

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