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Manejo de Serpentes é tema de palestra no Festival de Inverno

"Manejo de Serpentes e prevenção de acidentes ofídicos" é o tema da oficina que será realizada hoje, a partir das 14 horas, como parte da programação do Festival de Inverno de Bonito. As inscrições para a oficina podem ser feitas no Biotério da UCDB, em frente à Praça da Liberdade.


Ontem (3), a bióloga e veterinária Paula Helena Santa Rita, ministrou a palestra "Serpentes de Mato Grosso do Sul - biologia e preservação". Ela falou sobre as características das serpentes, como lidar com esses animais e a importância das cobras tanto para a biotecnologia como para o meio ambiente.


Como exemplos de cobras peçonhentas encontradas em Mato Grosso do Sul, citou a jararaca, cascavel, boca-de-sapo e urutu-cruzeiro. "Os acidentes mais freqüentes acontecem com a jararaca. Na região do Pantanal, a que mais causa acidentes é a boca-de-sapo, que é agressiva e tem o veneno extremamente necrosante", informou.


Para os casos de acidentes com serpentes, a bióloga recomendou limpar o local da picada com água e sabão, tomar bastante água, tentar ficar o mais calmo possível, para evitar que o aumento da circulação sanguínea distribua o veneno ainda mais rápido pelo corpo e encaminhar a vítima para uma unidade de saúde, de preferência, levando a cobra para que o médico saiba o tipo de antídoto usar.


"É preciso conscientizar as pessoas de que matar o animal quebra a cadeia alimentar e prejudica o ecossistema local. Aquele animal é ponto de equilíbrio do ecossistema, é predador de roedores, que compete diretamente com o homem por alimentos. Além disso, se matar uma fêmea na época de acasalamento, o feromônio dela se espalha e atrai mais machos à propriedade", explicou.


Paula Helena também falou sobre a importância das serpentes para a biotecnologia. "Descobriu-se propriedades valiosas no veneno das serpentes", disse. Ela citou como exemplo o medicamento para controlar a pressão arterial Captopril. "O componente usado é do veneno da jararaca brasileira e o laboratório que o patenteou é americano", contou. De acordo com Paula Helena, a descoberta já rendeu dois bilhões de dólares em royalties apenas no primeiro ano e atualmente a empresa fatura aproximadamente R$ 200 milhões anualmente. "O nosso grande problema é a biopirataria", alertou.

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