20 de outubro de 2020
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Eventos

Som da Concha une gerações com Zé Pretim e banda Black Tie neste domingo

Evento acontece no Parque das Nações Indígenas. Entrada é gratuita.

26 OUT 2013 - 13h00min
redação / Aníbal Placêncio
O Som da Concha, projeto da FCMS (Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul), apresenta neste domingo (27) um encontro de gerações que tem em comum o balanço do ?soul?. O músico Zé Pretim e a banda Black Tie são as atrações da Concha Acústica Helena Meirelles, no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande. Em função do horário de verão, os shows começam um pouco mais tarde, a partir das 18h30. A entrada, como sempre, é franca.
 
Zé Pretim (José Geral Rodrigues) nasceu em Inhapim, Minas Gerais. Desde pequeno queria ser artista. ?É uma coisa, um dom que Deus me deu?, explica. Aos oito anos ele ficava ouvindo os músicos tocarem nas festas e quermesses para ver se conseguia aprender alguma coisa. Seu primeiro instrumento foi um velho cavaquinho que sua mãe trocou por cinco quilos de feijão. ?Eu tocava escondido do meu pai, pois tinha medo que ele o jogasse fora. Ele falava que música era profissão de vagabundo?, lembra.
 
Mas a música e o talento modificaram a opinião do pai. Começou com a música sertaneja, por causa da influência da família. ?Eu formava uma dupla com meu falecido irmão, Juvenal, que fazia a segunda voz?. Mais tarde, em 1973, Zé Pretim se mudou para Mato Grosso do Sul em busca de formação musical. ?Sempre fui autodidata. Nunca fiz curso de teoria musical. Aqui conheci muitos bons músicos, como Miguelito, o saxofonista Agapito, François, o guitarrista Antonio Mario, Geraldo Espíndola, Geraldo Roca, Jerry Espíndola. Com eles fui me desenvolvendo, e graças a eles conheci a música de Jimmy Hendrix, George Benson, Santana, Janis Joplin, Deep Purple?.
 
Em 1975 passou a integrar a banda Zutrik, que tocava no Rádio Clube. Foi quando conheceu o baterista Bosco, que hoje integra o Bando do Velho Jack. ?Levei ele para a Zutrik e depois formamos uma banda própria, chamada Euphoria, que tocava rock, blues, MPB?. Zé Pretim, porém, logo colocou os pés na estrada. Depois de passar quatro meses em São Luiz do Maranhão, foi para Belém do Pará, onde morou por seis anos. Cuiabá foi sua nova parada por 12 anos. Finalmente, voltou a Campo Grande, reencontrando velhos amigos e um novo público.
 
Multi-instrumentista, Zé Pretim toca cavaquinho, teclado, violão, um pouco de viola, guitarra, bateria e contrabaixo. ?Quando eu estou bravo, nervoso, pego o violão, a guitarra, e toco blues. Aí eu vou me acalmando.? Zé Pretim afirma adorar Campo Grande, a cidade para onde sua família se mudou para ficar perto dele. Hoje toca habitualmente nos palcos da cidade. O blues, sua especialidade, foi escolhido por, segundo ele, possuir muito sentimento e muita paz. ?Tenho que representar a minha cor, demonstrar a minha origem. A gente tem que mostrar o que a gente acha bonito. O blues não chama para a violência, mostra um sentimento de irmãos de verdade. É um estilo diferente, de muita qualidade?.
 
Black Tie
 
A proposta da banda formada por Erika Espíndola (vocal), Zé Fiuza (bateria), Julio César (guitarra) e Leonardo Reis (contrabaixo) é colocar a galera para dançar ao som do melhor do soul, blues, jazz e funk dos anos 70, além de músicas próprias.
 
Segundo a vocalista Erika Espíndola, o projeto surgiu em outubro de 2011, quando ela ainda cantava na banda de blues Mr. Willie. ?Procuramos homenagear trabalhos de cantoras como Etta James, Aretha Franklin, Joss Stone, entre outras que marcam esses estilos. É um som refinado e que, com certeza, faz todo mundo dançar e se envolver muito?.
 
Desde então, a banda já tocou em diferentes palcos da Capital e do interior e em alguns momentos dividindo o espaço com músicos de renome mundial, como o gaitista de São Paulo Robson Fernandes, Donny Nichilo (ex-pianista do bluesman Buddy Guy) e Guy King. Também se apresentaram no projeto Som da Concha e MS Canta Brasil, da Fundação de Cultura, ambos em 2012.
 
A vocalista Erika Espíndola é envolvida com música desde a infância. Aos oito anos de idade foi convidada pela professora de canto de sua escola para fazer um solo vocal em uma peça de teatro, em que interpretava um anjo cantando para o menino Jesus. Aos 10 anos ganhou seu primeiro teclado. Desde então, sua ligação com a música não parou mais.
 
Erika morou no exterior por três anos, e foi nos Estados Unidos onde seu contato com o blues e o jazz se tornou mais intenso. Frequentadora assídua dos pubs de Seattle, Washington, Erika ainda fazia participações em um dos cassinos da região, onde havia um karaokê com banda ao vivo. Todo domingo comparecia ao local e, um dia, uma amiga fez um vídeo dela enquanto cantava, o que veio a iniciar sua carreira no Brasil.
 
Em setembro a banda lançou seu primeiro videoclipe, produzido para o single "Don't call", música que está no filme independente "Não Eu", de Breno Benetti, cuja trilha sonora foi assinada por Júlio Queiróz, guitarrista da banda.
 
Som da Concha
 
O projeto conta com o apoio da Fundação Manoel de Barros, TV Brasil Pantanal e 104 FM Rádio MS e prevê apresentações de shows musicais em domingos alternados.
 
A Concha Acústica Helena Meirelles fica no Parque das Nações Indígenas, na Rua Antonio Maria Coelho, 6000. Mais informações pelo telefone (67) 3314-2030. A entrada para os shows é franca.
 

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