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Felipe Orro

Fóruns regionais vão discutir expansão da Escola em Tempo Integral em MS

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Audiência Pública

A Audiência Pública proposta pelo deputado estadual Felipe Orro (PSDB) que debateu nesta segunda-feira (8) os "Avanços e Desafios da Escola em Tempo Integral em Mato Grosso do Sul" teve como encaminhamento a criação de Fóruns Regionais que irão discutir a ampliação dessa modalidade de ensino nos municípios do Estado.

O encontro aconteceu cinco anos após a apresentação da Proposta de Emenda à Constituição do Estado de autoria de Felipe Orro que estabelece a implantação de Escolas de Tempo Integral no Ensino Fundamental da rede pública de ensino. Em sua fala, o proponente detalhou o trabalho de fiscalização que realizou em escolas de tempo integral para verificar o cumprimento do preceito constitucional.

"Temos de lutar por uma Escola de Tempo Integral que proporcione um ambiente com excelência de ensino e aprendizado aos alunos, e não que enclausure os mesmos. Essa discussão engloba a capacitação dos educadores, formação continuada dos profissionais, além é claro da adequação da estrutura para que a instituição possa atender os estudantes e professores em tempo integral", explanou Felipe Orro.

Atualmente, apenas 5% das escolas públicas de Mato Grosso do Sul funcionam em tempo integral, sendo 29 escolas estaduais e duas municipais. O Plano Nacional de Educação estabelece que, até 2024, 50% das escolas da rede pública de ensino do Estado devem funcionar em tempo integral.

Representando o CNTE (Conselho Nacional dos Trabalhadores em Educação), o professor Gilmar Ferreira, de Várzea Grande (MT), discursou que "a escola deve ser um espaço onde de ensina e se aprende. É prioridade do Estado e do Município atender o Ensino Fundamental, e ambos devem atuar para criar e manter as escolas de tempo integral". 

Jaime Teixeira, presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de MS), relatou que "é preciso envolver todos na construção da escola em tempo integral. Esse método não deve apenas aumentar o tempo de permanência do aluno na escola, mas sim zelar pelo ensino que é entregue a ele".

A Prof. Dra. Fabiany de Cássia Tavares, da Faculdade de Educação da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), segue a mesma linha de raciocínio. "Devemos pensar qual será o conteúdo que essa escola vai oferecer aos alunos. Só há possibilidade de vida possível quando o aluno tem acesso ao estudo. A escola assegura esse direito social".

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