Geral
O engenheiro químico Pedro Renato Borges, apontado como o criador da fórmula de adulteração do leite, nega as acusações, diz que não tomaria leite com soda cáustica, mas que ele e sua família tomavam o produto da Coopervale, de Uberaba, no Triângulo Mineiro, uma das cooperativas que foram alvo da Polícia Federal, no dia 22 de outubro. Borges foi preso dentro da empresa, para a qual prestava serviços há quase 10 anos.
- Tudo o que a Polícia Federal está falando de mim não é verdade - garantiu o engenheiro químico.
A equipe do Fantástico encontrou o homem acusado de ser o mentor da fraude do leite cinco dias depois que ele saiu da prisão, por decisão da Justiça. A conversa foi na suíte de um hotel, em Ribeirão Preto, a 314 quilômetros de São Paulo.
Ao ser questionado se ele é químico industrial, ele respondeu que é engenheiro químico, engenheiro de segurança e que tem pós-graduação em qualidade.
Ele disse que trabalha com leite há cerca de 28 anos. Atualmente, informou que está trabalhando para "mais ou menos umas 10 empresas" nas regiões de Minas Gerais e São Paulo e que tem um projeto que está desenvolvendo em Mato Grosso.
Uma dessas empresas é a Coopervale. Foram os próprios funcionários e diretores da Coopervale que confirmaram as denúncias contra o químico.
Em depoimento à polícia, descreveram até a fórmula da adulteração, que incluía: "sal, açúcar, citrato de sódio, água, soda cáustica e peróxido de hidrogênio, mais conhecido como água oxigenada".
- Quando fala também de soda cáustica, a pessoa assusta. Mas quando faz a dosagem, igual as literaturas recomendam, é uma coisa que não vai afetar a saúde de ninguém. A própria Anvisa sabe disso. Se eu beberia leite com soda cáustica? Se eu soubesse, não. Claro que não - declarou o engenheiro.
Saúde
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