dothCom Consultoria Digital
Publicado em 27/11/2007 às 15:01
Atualizado em 10/09/2026 às 13:53
Regiões mais pobres, com mais interrupções no fornecimento, pagariam menos; regiões com serviço melhor pagariam mais.
Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) estuda a possibilidade de determinar a cobrança de tarifas diferenciadas, de acordo com a qualidade de atendimento que as distribuidoras oferecem aos consumidores. No caso, são avaliadas duas opções: regiões mais pobres, que registram mais interrupções no fornecimento de luz, teriam as tarifas reduzidas. Ou regiões que têm serviço melhor, que, segundo o diretor-geral da Aneel, Jerson Kelman, são historicamente as mais ricas, teriam os preços elevados.
"Estamos avaliando se o nível de qualidade que o consumidor é atendido pode ou não ser importante na definição da tarifa. Pode fazer sentido termos tarifas diferenciadas. Isso não significa que achemos que os pobres necessitem de serviços de pior qualidade que os ricos", afirmou Kelman, que participou ontem de fórum sobre a regulação do setor elétrico, no Rio de Janeiro.
Kelman destacou que o nível dos serviços nas regiões mais carentes, em geral, tende a ser pior. Ele disse que, ao longo dos anos, as populações de regiões mais ricas "tiveram capacidade de influenciar os investimentos das concessionárias".
"Podemos exigir, pegando como exemplo o Rio de Janeiro, que os investimentos que são feitos em Copacabana e em Ipanema se estendam a todas as regiões da cidade. Isso significa que a tarifa de todos subiria. Ou reconhecer que, historicamente, não se fez justiça, diferenciando as tarifas."
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