dothCom Consultoria Digital
Publicado em 05/01/2008 às 12:09
Atualizado em 10/09/2026 às 13:53
O planejamento e as medidas operacionais adotadas a partir de julho surtiram o efeito esperado no funcionamento dos aeroportos no final de 2007. Apesar do grande movimento de passageiros, os aeroportos funcionaram dentro da normalidade, sem os transtornos registrados em dezembro de 2006. Houve atrasos e cancelamentos de vôos, mas em menor proporção.
Para o Ministério da Defesa, foi essencial aprovar uma programação de vôo das empresas na alta temporada nos limites da capacidade dos aeroportos. Outro fator importante foi o trabalho coordenado da Infraero, Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DCEA) e Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) na administração dos aeroportos, na gestão do espaço aéreo e na regulação e fiscalização do setor.
Um balanço dos vôos programados entre 21 de dezembro e 3 de janeiro mostra que os maiores percentuais de atrasos ficaram concentrados no dia 21, quando entrou em vigor a malha aérea da alta temporada.
Na avaliação por empresa, verificou-se que algumas companhias apresentaram índices maiores de atraso - em parte, por falta de aviões reservas. Houve um percentual maior de cancelamentos no dia 31 de dezembro, mas as companhias reacomodaram os passageiros em outros vôos.
A meta da Anac é atingir o índice zero de atrasos no segundo semestre de 2008. Devido ao rigor com os horários, as empresas poderão até perder autorizações de vôos.
No final do ano, a Infraero e a Anac montaram operações especiais 24 horas nos principais aeroportos para dar mais conforto e informações precisas aos passageiros. Nos aeroportos de Brasília (DF), Guarulhos(SP), Congonhas(SP) e Galeão (RJ), núcleos de acompanhamento e gestão operacional centralizaram as informações para que os eventuais problemas fossem rapidamente corrigidos. Essas salas de situação devem continuar em atividade após o término da alta temporada, no início de março.
A Anac colocou 130 funcionários adicionais nos cinco maiores aeroportos do país - Guarulhos, Congonhas, Galeão, Santos Dumont e Brasília. Esses funcionários têm reforçado o trabalho já realizado pelos fiscais da agência e ficarão nos aeroportos até 7 de janeiro.
Identificados com coletes azuis, eles monitoram ocorrências de "overbookings", atrasos e cancelamentos de vôo e o atendimento aos passageiros no check-in. E orientam os passageiros sobre o que fazer ou a quem recorrer no caso, por exemplo, de cancelamento de vôos ou extravio de bagagens.
Algumas das medidas operacionais de curto prazo que contribuíram significativamente para a tranqüilidade nos aeroportos foram adotadas especificamente no aeroporto de Congonhas, porque é o de maior movimento do país, de onde saem inúmeros vôos domésticos. Por determinação do Conselho de Aviação Civil (Conac), presidido pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, a partir de 21 de dezembro houve uma redução da quantidade de vôos da aviação regular autorizados para Congonhas. O número caiu de 33 pousos e decolagens por hora para 30.
Essa redução foi necessária para diminuir filas e atrasos no aeroporto, já que a criação das aéreas de escape, adotadas por medida de segurança, reduziu o tamanho das pistas e inviabilizou o uso da pista auxiliar por aviões de maior porte.
Também foi antecipado de 22h45 para 22h30 o horário do último vôo programado para Congonhas. Essa alteração teve o objetivo de dar às empresas uma margem para contornar eventuais atrasos sem que seja necessário cancelar o vôo.
O Ministério da Defesa, Anac, Infraero e DCEA continuam estudando ações de médio e longo prazo para melhorar os serviços e a infra-estrutura da aviação civil no país. Obras em diversos aeroportos do país continuam sendo feitas pela Infraero. Dois terços da pista principal do aeroporto de Guarulhos, que tem 3.700 metros, foram reformados em 2007. O restante será reformado a partir de abril deste ano. Em Congonhas, foram criadas áreas de escape nas cabeceiras das duas pistas.
15% mais passageiros em 2007 - A Anac e a Infraero ainda estão fechando os dados de 2007
referentes ao número de passageiros e movimentação das companhias aéreas (atrasos e cancelamentos de vôos). Os números devem ser divulgados até 20 de janeiro. A Anac estima, entretanto, que houve um crescimento próximo de 15% no volume de passageiros transportados em 2007 em comparação com o ano anterior. Em 2006, 102,185 milhões de passageiros passaram pelos 67 aeroportos administrados pela Infraero.
Em novembro, os números totalizados pela empresa já indicaram um aumento significativo de passageiros nos aeroportos. De janeiro a novembro de 2007, embarcaram e desembarcaram 100,484 milhões de passageiros contra 93,281 milhões registrados no mesmo período de 2006, um crescimento de 7,72%. Só em novembro, a movimentação de passageiros cresceu 16,05% em comparação com novembro de 2006. Foram 9,4 milhões de passageiros embarcados e desembarcados, contra 8,1 milhões em novembro de 2006.
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