dothCom Consultoria Digital
Publicado em 05/01/2008 às 13:57
Atualizado em 10/09/2026 às 13:53
As novas regras impostas aos motociclistas, por meio das resoluções 203 e 231 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), provocaram recorde de venda de capacetes e esgotamento de alguns acessórios, como as faixas refletivas, no comércio de Campo Grande. Na cidade são 63,3 mil motociclistas - 37% da frota estadual (171.258), conforme dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/MS).
As exigências passaram a vigorar no dia 1º de janeiro, mas a corrida para a aquisição dos equipamentos de segurança ocorreu principalmente anteontem, durante o primeiro dia útil do ano. Em apenas uma loja de peças e acessórios para motos na Capital, praticamente dois terços do estoque de capacetes foram vendidos somente na quarta-feira.
De acordo com o gerente de peças desse comércio, que também é uma grande concessionária de motocicletas de Campo Grande, Nelson Ferreira, foram comercializados aproximadamente 250 capacetes anteontem e mais de 500 faixas antes da virada de ano. "Foi uma explosão de vendas nunca ocorrida antes. Geralmente nosso estoque é de 400 capacetes e agora ficamos com muito poucos e sem nem uma faixa", contou, frisando que a loja já encomendou novos equipamentos de segurança às fábricas - "fizemos o pedido, a encomenda, mas a espera é de cerca de 30 dias para os capacetes e de apenas três dias para os adesivos refletivos", esclareceu.
Para a supervisora de pós-vendas da concessionária, Rosângela Chavez de Oliveira, a grande procura por novos capacetes ocorreu porque muitos motociclistas não possuíam o dispositivo com as faixas e/ou o selo do Inmetro, além de estarem com o equipamento fora do prazo de validade.
"Dezenas de clientes explicavam que o selo havia descolado, o que não ocorrerá com os novos capacetes que têm garantida a certificação na etiqueta. Outros ficaram com medo da fiscalização, que acabou adiada, já que não encontravam os adesivos refletivos em nenhuma loja da cidade", observou.
O motociclista Elizeu Oliveira Rezende, 23 anos, e sua esposa Eidi da Silva Teixeira Rezende, 24, não deixaram para a última hora a compra dos capacetes. Antes do Natal, ele comprou dois equipamentos de segurança novos. "O meu capacete já tinha perdido o selo do Inmetro e não tinha as faixas, já o da minha esposa precisava ser trocado devido ao prazo de validade. Ficamos com medo de faltar no mercado e decidimos comprar logo antes da virada do ano", contou, explicando que ontem estava em busca de novas peças para sua moto.
Para Eidi, a medida traz mais segurança aos motociclistas. "Nós já estamos de acordo com as novas regras e espero que todos as sigam para um trânsito mais tranquilo", disse.
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