Geral
dothCom Consultoria Digital
Publicado em 18/01/2008 às 10:32
Atualizado em 10/09/2026 às 13:53
A indústria da construção civil no Estado deve crescer até 10% neste ano com relação ao ano passado, conforme previsão do presidente do Sinduscon/MS (Sindicato Intermunicipal das Indústrias da Construção de Mato Grosso do Sul), Jary de Carvalho e Castro, uns dos 20 sindicatos associados à Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul). De acordo com ele, em 2007 o setor apresentou crescimento de 7% e um aumento de três pontos percentuais para este ano é bastante significativo.
Segundo Jary Castro, o mercado está satisfeito e para este ano busca cada vez mais a melhora do preço de alguns itens. "Estamos otimistas, mas realistas, pois, para este ano, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) deve deslanchar, já que em 2007 foram prometidos R$ 15 bilhões e só foram liberados 10%", recorda-se, prevendo que neste ano as obras do PAC devem ser realizadas no Brasil todo.
O presidente do Sinduscon/MS reforça que o governador André Puccinelli (PMDB) conseguiu sanear a máquina administrativa e já começou a lançar obras no Estado inteiro, o que deve aquecer ainda mais o setor da construção civil em Mato Grosso do Sul. Apesar do otimismo, Jary Castro destaca que o empresário do setor enfrenta uma batalha constante, pois trabalha no limite com relação à margem de lucro.
Na avaliação dele, hoje a indústria da construção civil busca incessantemente aumentar a margem de lucro para evitar que vença uma licitação e não consiga cumprir o que foi acordado. Atualmente, segundo o presidente do Sinduscon/MS, o empresário sofre muito com a Tabela Sinapi (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil), realizada mensalmente pela Caixa Econômica Federal, já que ela penaliza o setor.
Cimento
A respeito de os números do Índice Nacional da Construção Civil - Disponibilidade Interna (INCC-DI) de dezembro passado mostrarem que o cimento na construção civil subiu 18,24% em 2007, a maior alta desde 2002, quando o preço do item avançou 26,92%, Jary Castro explica que no Estado o produto teve um pico de aumento e chegou a sumir do mercado, mas, graças ao trabalho do Sinduscon/MS, os fabricantes tiveram o bom senso de evitar a falta.
Ele explicou que os fabricantes de cimento informaram ao Sinduscon/MS que a falta do produto ocorreu devido ao aumento do consumo. "Essa explicação não nos convenceu, pois o mercado estava bem fraco no segundo semestre de 2007 e, por isso, pressionamos os fabricantes, que prometeram uma maior estabilidade quanto ao preço e à entrega do cimento", detalha.
O presidente do Sinduscon/MS prevê que haja um aumento de até 19% no consumo de cimento no Estado e o sindicato conseguiu o compromisso dos fabricantes de que o preço não sofrerá alta expressiva. "Eles disseram que não vão aumentar, mas explicaram que isso pode acontecer devido ao frete que é regulado pelo preço do óleo diesel", disse Jary Castro, informando que os fabricantes até sugeriram que o setor busque o cimente nas fábricas para baratear o custo.
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