Geral
As medidas sanitárias que o Estado vem adotando, nos últimos dias, como garantia para manter o rebanho bovino livre da febre aftosa, custarão nada menos que R$ 25 milhões aos cofres públicos, revelou agora há pouco o governador André Puccunelli (PMDB). Esse valor será dividido entre o Estado e o Ministério da Agricultura; ao governo federal interessa muito o status sanitário de Mato Grosso do Sul, pois o país é grande exportador de carne e o mercado internacional reduziu drasticamente as compras depois da descoberta dos focos de febre aftosa na região Sul do Estado, em outubro de 2005.
A principal medida sanitária adotada pelo Estado foi a criação da Zona de Alta Vigilância, uma faixa de 15 quilômetros abrangendo toda a fronteira com o Paraguai e Bolívia que engloba 11 municípios: Antônio João, Japorã e Mundo Novo (totalmente incluídos na Zona); Aral Moreira, Bela Vista, Caracol, Coronel Sapucaia, Paranhos, Ponta Porã, Porto Murtinho e Sete Quedas com parte dos territórios.
O custo maior da vigilância sanitária será com as equipes móveis que farão patrulha permanente nessa área para controlar o trânsito de bovinos. O governador exemplificou citando um caso em que fiscais da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) constataram que três comitivas transportavam gado sem a GTA (Guia de Transporte Animal), o documento que atesta a origem e a sanidade dos animais. Sem a GTA nada garante que o gado não seja contrabandeado do Paraguai.
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