dothCom Consultoria Digital
Publicado em 01/02/2008 às 12:21
Atualizado em 10/09/2026 às 13:53
Convocada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, das Cidades, do Planejamento, da Ciência e Tecnologia do Estado, a pedido do promotor do Meio Ambiente da Comarca de Aquidauana - Dr. Eduardo Cândia, realizou-se na noite desta quinta-feira, 31, uma Audiência Pública, no plenário da Câmara Municipal. Nessa audiência os participantes depois de receber informações a respeito da siderúrgica puderam opinar, criticar e apresentar sugestões.
Com o plenário lotado, a coordenação da audiência foi feita pelo assessor jurídico da Secretaria de Meio Ambiente - Pedro Mendes Neto. Na abertura fez uso da palavra o Secretário de Planejamento do município - Jader Lins, representando o prefeito Felipe Orro.
Ao se pronunciar, o Promotor de Justiça de Meio Ambiente Dr. Eduardo Cândia lembrou da finalidade daquela audiência pública solicitada por ele. Destacou o interesse da população sobre o assunto lotando o plenário da Câmara e disse da necessidade de se buscar um ponto de equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a preservação do meio ambiente - desenvolvimento sustentável.
Depois da abertura foi feita uma parte expositiva da Audiência Pública, tendo o engenheiro Quintino, feito um breve histórico da Siderúrgica, instalada naquele local na década de 70 e logo desativada sendo adquirida em 2004 pela Simasul (ônus e bônus) que reiniciou as atividades em setembro de 2005. Ele falou que além do ferro gusa é produzida ainda a escória, de onde são derivados sub-produtos também aproveitados para diversas atividades, conforme exposição no local.
O Dr. Quintino fez uma exposição ampla sobre como funciona a Siderúrgica, matéria prima utilizada na produção do ferro gusa.
Em seguida falou a Dra. Eliana Lara Chaves em nome da consultora que realizou o Estudo Ambiental da Siderúrgica e diretora da empresa Pró-Ambiente -Engenharia, Projetos e Consultoria.
A Dra. Eliana complementou a parte expositiva da Audiência falando inicialmente sobre o funcionamento e a licença expedida pelos órgãos públicos para o funcionamento da Siderúrgica.
Depois da participação da Dra. Eliana Chaves, foi encerrada esta parte expositiva da Audiência Pública com um coffee break.
A segunda parte da Audiência Pública foi aberta à participação dos presentes encaminhando questões. Fizeram parte da mesa dos trabalhos - Pedro Mendes Neto, coordenador; Antonio Guedes Alvarenga, diretor de Produção da Simasul e a Dra. Eliana Lara Chaves, da Pró-Ambiente Consultoria.
A metodologia das discussões obedeceu ao seguinte critério: as perguntas eram encaminhadas à mesa, que após identificar o autor, fazia a leitura e encaminhava para resposta ao empreendedor - Guedes, diretor da Simasul ou à consultora - a Dra. Eliana. O autor da pergunta podia, após a resposta, utilizar um microfone para se manifestar sobre a necessidade de complementação da pergunta.
Essa parte da Audiência Pública teve início por volta das 21:00h e encerrou às 23:00 horas.
Encaminharam perguntas como participantes - Fred Lucarelli Rodrigues, Daise Góes, Rodrigo Nantes, Renato Prates Garcia, Ricardo Pereira, Solange Tatiane Espósito, Priscila Alonso Oliveira, Carlos Antonio Lopes Oliveira, Ari Sortica Junior, Ricardo Ramires, Antonio Edson Junior, Jocelito Ribeiro, Edson Rocha, Paulo Martins, Wellinton Tadeu dos Santos, Fauze Sulleiman, Ana Gabriela Araújo e João Pitta.
Nenhuma pergunta deixou de ser respondida ora pelo empreendedor - Guedes, ora pela consultora - Dra. Eliane. Ao final das respostas o coordenador - Pedro Mendes consultava o autor indagando se estava satisfeito com a resposta.
As perguntas abrangeram os mais diversos aspectos do funcionamento da Siderúrgica a começar pelo trajeto dos veículos até quanto a média salarial dos funcionários da empresa.
A Dra.Eliana Chaves respondeu questões mais técnicas sobre a Siderúrgica.
Já o diretor de produção da empresa - Antonio Guedes Alvarenga falou de questões mais práticas. Disse que a empresa respeita os vizinhos e não quer afrontar ou incomodar ninguém. Insistiu por diversas vezes afirmando que as portas da empresa estão abertas para quem quiser fazer uma visita, conhecer ou sugerir alguma coisa para o funcionamento da Siderúrgica. Reafirmou também que a empresa não tem nada a esconder.
Guedes esclareceu ainda sobre a aquisição de carvão vegetal de cidades da região e até do Paraguai falando também que a empresa está plantando eucaliptos em Porto Murtinho e deverá dentro de 7 anos estar auto-suficiente quanto ao carvão para o funcionamento da Siderúrgica.
Duas questões apresentadas por Fred Lucarelli e Deise Goes ganharam repercussão - a sujeira com um pó preto que invade as casas e está sobre as folhas da mata ciliar. A Dra. Eliana assegurou que todas as operações da empresa estão controladas não emitindo sujeira no ar. Estranhou essa denuncia.
Ao final, o gerente de produção Guedes afirmou que está dentro dos projetos da empresa ampliar as atividades inclusive com uma fundição, onde o ferro gusa passaria pela transformação.
Esgotadas as questões, alguns participantes ouvidos pela reportagem se manifestaram satisfeitos com a Audiência Pública que atingiu sua finalidade num debate aberto com a população.
Outros dos presentes afirmaram que essa audiência devia ter sido realizada antes do funcionamento da Siderúrgica e não agora, após três anos. O esclarecimento sobre essa questão foi feito durante a audiência - "antes tarde do que nunca".
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