dothCom Consultoria Digital
Publicado em 06/02/2008 às 18:42
Atualizado em 10/09/2026 às 13:53
Cerca de 300 mulheres são assassinadas por ano em Pernambuco, segundo a organização não-governamental (ONG) SOS Corpo. Mas, apesar de o carnaval ser uma festa na qual o consumo de bebida alcoólica cresce, nessa época do ano não há nenhum aumento nos registros de violência e morte de mulheres.
"Ao contrário do que diz o senso comum, o homicídio de mulheres não cresce em feriados e festas", explica Ana Paula Portela, presidente da SOS Corpo.
Segundo ela, a violência contra a mulher segue uma lógica diferente, ligada ao comportamento de companheiros ou familiares, que é contínuo ao longo do ano.
Maridos, namorados ou companheiros são os responsáveis pelas mortes em 70% dos casos. Apenas 17% dos assassinatos são cometidos por pessoas completamente desconhecidas.
De acordo com Portela, existe um plano de propostas de políticas públicas para tentar diminuir a violência doméstica que inclui desde o aumento de delegacias da mulher até trabalhos educativos com ações voltadas para a sociedade como um todo - homens, mulheres, escolas.
"Mas com relação aos homens agressores, antes de qualquer processo educativo, a Justiça precisa resgatar uma dívida social histórica e tratá-los como criminosos que são. Depois, como qualquer preso, eles devem sim passar por um processo de ressocialização", afirma.
Além disso, ela lembra que violência não é só física. Ela também pode ser psicológica e moral.
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