dothCom Consultoria Digital
Publicado em 18/02/2008 às 10:19
Atualizado em 10/09/2026 às 13:53
Agentes do presídio federal de Campo Grande (MS) deverão fazer um protesto nesta segunda-feira, em frente à unidade de segurança máxima. Eles denunciam descumprimento da legislação trabalhista, perseguição por superiores e falta de equipamentos de segurança.
Yuri Carvalho, presidente do sindicato dos agentes penitenciários federais de Mato Grosso do Sul, disse que o objetivo é dar fim aos "abusos da administração" da penitenciária. Ele afirmou esperar que ao menos cem pessoas participem do ato. São cerca de 200 agentes no local.
Segundo ele, horas extras não são pagas, há falta de equipamentos de segurança (como luvas descartáveis), não há carros para socorro médico dos profissionais e agentes em licença médica têm sido penalizados pela direção.
Carvalho disse ainda que os alojamentos para descanso à noite são inadequados e que nem sequer há água potável para quem trabalha nas torres de vigilância.
O diretor do Depen (Departamento Penitenciário Nacional), Maurício Kuehne, afirmou não ter detalhes da situação e indicou o diretor do Sistema Penitenciário Federal, Wilson Damázio, para falar sobre o assunto. A Folha não conseguiu localizá-lo.
O presídio, inaugurado em 2006, custou R$ 25 milhões e ocupa área de 70 mil metros quadrados --o equivalente a cerca de dez campos de futebol. Tem câmeras de monitoramento, detectores de metais, aparelhos de raio-X e espectrômetro (detector de substâncias químicas).
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