dothCom Consultoria Digital
Publicado em 25/02/2008 às 09:03
Atualizado em 10/09/2026 às 13:53
Vários expositores do Showtec 2008 constataram um aumento de cerca de 30% no volume de negócios, em relação à edição do ano passado, embora o objetivo maior do evento não fosse venda imediata dos produtos e sim a difusão das inovações tecnológicas, que por si só ocasiona a pós-venda, ou a venda via tecnologia", como sempre ressaltou o diretor geral da Fundação MS, Dirceu Broch.
Para o engenheiro agrônomo Antônio M. dos Santos Filho, representante comercial da Atlântica Sementes que tem entre os seus produtos sementes híbridas de soro granífero e para silagem, milho e girassol, "o momento reúne vários fatores positivos para o produtor rural: safra boa, preços estáveis e em alta da soja, do milho, aumento da demanda por esses produtos, nos mercados interno e externo. Tudo isso animou o produtor que voltou a inestir na sua atividade", analisou, acrescentando que esses mesmos fatores motivaram o produtor a buscar mais tecnologia para agregar valor à sua produção. "A agricultura vive um momento excepcional, que acaba sendo bom não apenas para o produtor, mas para o estado com o aumento de arrecadação fiscal e para a balança comercial do país", concluiu o engenheiro agrônomo.
Tecnologia a serviço da produção agrícola
Durante o Showtec 2008, o Centro de Pesquisas Agropecuárias Oeste (CPAO), da Embrapa de Dourados (MS), lançou uma nova cultivar de soja convencional, a BRS 285, resultado do cruzamento das cultivares BRS 133 e CODETEC 201.
O supervisor da área de transferência de tecnologia do CPAO, Euclides Maranho, destaca algumas características que fazem da BRS 285 uma escolha interessante para o produtor que optar pelo cultivo de soja convencional, semiprecoce.
"Além de ser adaptada às condições de solo do estado de Mato Grosso do Sul, ela apresenta boa rusticidade, resistência a ematóides de galhas, pode ter a semeadura antecipada para data próxima a 15 de outubro, o que favorece, posteriormente, o plantio da safrinha de inverno", explica Maranho.
Como vantagens para o plantio das cultivares convencionais ele lembrou que o mercado internacional da soja não-transgênica vem ganhando maior amplitude e maior fluxo de negócios a cada dia. "A grande aceitação da soja não-transgênica no mercado externo é inquestionável, sem contar que o produtor não paga royalties", acrescentou.
Pesquisas
Sobre as linhas de pesquisa em andamento no CPAO, Maranho falou sobre a existência de um programa específico para o desenvolvimento de variedades direcionadas à alimentação humana. "São variedades com um maior teor de proteína e menor teor de enzimas que conferem à soja um sabor considerado desagradável para a maioria das pessoas linhas de pesquisas voltadas para sementes transgênicas do tipo RR (resistentes a herbicidas à base de glifosato, defensivo utilizado para eliminar plantas aninhas) de modo a torná-las ainda mais resistentes à ferrugem asiática, necessitando apenas de uma aplicação de defensivos. "Outros estudos buscam tornar essas sementes mais resistentes ao stress hídrico", revelou o pesquisador ressaltando que, de toda soja cultivada em Mato Grosso do Sul, 90% são de cultivares transgênicas e 10% de cultivares convencionais.
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