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Certame de meio milhão marca nova etapa da pecuária no sul de MS

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Produtores rurais, autoridades políticas e sanitárias municipais e estadual, comemoraram ontem (12) a retomada dos negócios no setor com um leilão realizado no Sindicato Rural de Eldorado/MS. Com a casa cheia, o certame somou um faturamento de R$484 mil entre os 719 animais ofertados. Após 34 meses, esse é o primeiro evento dessa categoria realizado no Conesul do Estado após a crise sanitária da febre aftosa.


O presidente do Sindicato e anfitrião do evento, Edson Silva, lembrou em seu discurso os percalços enfrentados nos últimos dois anos pela classe, mas que hoje, finalmente, já está quase que totalmente superado. "No governo anterior tivemos dificuldades para definir o final da crise, apesar de termos feitos alguns avanços. Com a instalação do atual governo percebemos a obstinação de seus membros em finalizar o processo sanitário que tantos prejuízos trouxeram ao Mato Grosso do Sul e ao Brasil", ponderou ele ao reconhecer que "somos vulneráveis dentro da nossa atividade. Aprendemos que precisamos rever nossa posição como produtores no sentido de que a união da classe exerça um papel forte na construção de bases sólidas".


Edson Silva é um importante parceiro do Estado e sua interlocução junto aos produtores da região possibilitou que os trabalhos sanitários fossem executados com êxito, tanto que hoje o município de Eldorado se encontra fora da Zona de Alta Vigilância (ZAV) - faixa de fronteira com o Paraguai onde a sanidade é exercida com maior rigidez e controle. 


Segundo o presidente sindical, todo esse processo serviu como aprendizagem. "Sabemos que todos - sindicatos, sociedade, governos municipal, estadual e federal - fizeram uma grande escola neste evento. Cursamos a faculdade da vida onde os obstáculos são reais e são vencidos em função da dedicação, do trabalho e, principalmente, do diálogo", destacou.


O secretário-executivo da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famasul), Dácio Queiroz, ressaltou que "essa é a primeira das porteiras que estamos abrindo e a partir daqui vamos até Porto Murtinho, com a nossa carne de qualidade, recuperando e abrindo novos mercados".


Para o presidente da Associação dos Criadores (Acrissul), Laucídio Coelho Neto, a lição que ficou do período recente foi a eterna vigilância. "É muito gratificante estar aqui compartilhando deste momento de alegria, porque hoje podemos dizer que nosso produto tem preço. Contudo, vale ressaltar que a sanidade quem faz somos nós, produtores. Aos órgãos de defesa sanitária cabe apenas a fiscalização", destacou Laucídio.


A vigilância também foi destacada pela secretária de Produção Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias (Seprotur). "O passado já passou. Agora temos que vigiar e ser preserverantes, porque gado bom nós temos, podem até dizer que tem igual, mas não melhor que o nosso", comparou ela ressaltando ainda a união de esforços como fator relevante. "Para chegarmos ao dia de hoje contei coma união, diálogo e amizade de todos e asseguro à vocês: ainda esse semestre vamos recuperar nosso status internacional".


O otimismo não vem refletindo apenas entre os produtores da região, investimentos no complexo carne também já estão sendo viabilizados sinalizando uma breve recuperação total do setor. Essa semana, por exemplo, foi reaberta uma planta frigorífica em Iguatemi, pelo grupo FriAlta, na divisa com os municípios de Eldorado e Mundo Novo. A unidade, já habilitada para o mercado internacional, iniciou seus trabalhos essa semana com uma capacidade instalada de abate de 600 animais/dia.    


Várias outras autoridades também participaram do leilão, entre as quais o prefeito de Mundo Novo, Humberto Amaduci, o diretor-presidente da Agência de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), Roberto Bacha, além de uma delegação de vereadores do município de japorã.


 


 


 


 


 


 



Projeto faz aniversário e passageiros ganham suvenir


O projeto O Amanhã em Nossas Mãos, lançado pela Infraero em março de 2005, completa três anos neste dia 17, segunda-feira. Para comemorar, a Infraero e a Embrapa Pantanal programaram para os dias 17, 18, 19 e 20 a distribuição de uma lembrança no aeroporto de Corumbá: passageiros que embarcarem ou desembarcarem nesses dias vão receber ramos de capim-cidreira e de citronela, com folder e receita de como cultivar e utilizar as espécies. A entrega será feita por adolescentes e jovens atendidos pelo projeto.


A proposta de O Amanhã em Nossas Mãos é otimizar ações que promovam melhorias na qualidade de vida de famílias de baixo poder aquisitivo. Para isso, foram implementadas ações de capacitação profissional nas áreas de informática, artesanato, culinária para suplementação alimentar, entre outras.


A Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, uma das parceiras do projeto, tem a missão de capacitar e treinar multiplicadores para a produção de mudas de plantas medicinais, condimentares e aromáticas, utilizando boas práticas agrícolas e de higiene, que atendam às demandas dos segmentos de fármacos e condimentos.


Nesses três anos, um viveiro para a produção dessas mudas foi montado no espaço da Infraero em Corumbá. Adolescentes submetidos a medidas sócio-educativas serão envolvidos na produção dessas mudas, de acordo com os gestores do projeto na Infraero, Sócrates Emmanuel Pavon e José Santos Ribeiro Filho.


De acordo com os dois, a Infraero mantém 67 programas sociais no Brasil, um em cada aeroporto. O Amanhã em Nossas Mãos é um deles e conta com a parceria da Prefeitura de Corumbá, por meio da Secretaria Municipal de Promoção Humana e Inclusão Social, Pastoral da Criança, Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), Embrapa Pantanal, Poder Judiciário e Ministério Público Federal do Estado do Mato Grosso do Sul.


O projeto visa o desenvolvimento de ações sociais, educativas e de capacitação que propiciem o acesso à nutrição básica, educação, cidadania e profissionalização, a geração de renda, a segurança alimentar, a inclusão digital e a inserção social e no mercado de trabalho.


Entre as principais atividades estão a oficina de informática - inclusão digital; suplementação alimentar - alimentação alternativa; viveiros de plantas medicinais - curso de plantas medicinais; assistência a adolescentes e jovens infratores - liberdade assistida; atendimento a famílias carentes - noções de cidadania.


No ano passado os adolescentes assistidos tiveram orientação individual e acompanhamento psicológico, educação física com introdução em práticas esportivas, excursões culturais, visitas a empresas, palestras, exibições de filmes, atividades lúdicas, entre outras.


Mães atendidas pelo projeto participaram de cursos de manicure e artesanato (biscuit, ponto cruz, trançado em fita). Também foram formadas quatro turmas de informática e 52 alunos concluíram o curso.

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