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PIB vai se manter na faixa dos 5%

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O ministro Guido Mantega está otimistaO Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 5,4% em 2007. O valor atingiu R$ 2,6 trilhões, segundo as informações das Contas Nacionais Trimestrais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que estão sendo divulgadas na quarta-feira. O resultado é o maior desde 2004, quando o PIB, que é a soma das riquezas produzidas no país, havia crescido 5,7%.


A taxa confirma a expectativa do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o crescimento da economia ficaria acima de 5%. Em conversas com jornalistas, pela manhã, Mantega acrescentou que o país tem condições de manter os atuais níveis de desenvolvimento, apesar da crise externa. A aprovação da reforma tributária, segundo o ministro, "é importante para se manter o quadro de equilíbrio que buscamos na economia brasileira".


Do terceiro para o quarto trimestre do ano passado, o PIB cresceu 1,6%. Segundo o IBGE, em 2007 a agropecuária (5,3%) obteve o melhor desempenho, seguida pela indústria (4,9%) e serviços (4,7%).  O principal motor do crescimento nacional, porém, continua no campo. O setor agropecuário cresceu 5,3% no ano passado. No quarto trimestre, o setor teve queda de 0,3% em relação ao terceiro trimestre e expansão de 8,6% em relação ao quarto trimestre de 2006. Os destaques positivos foram para o trigo (62,3%), algodão herbáceo (33,5%), milho em grão (20,9%), cana (13,2%) e soja (11,1%). Os produtos em queda foram café em grão (-16,7%), arroz em casca (-3,7%) e feijão (-4,4%).


O consumo dos brasileiros também aumentou 6,5% em 2007, marcando o quarto ano consecutivo de expansão. No quarto trimestre, houve expansão de 3,7% nesse indicador, na comparação com o terceiro trimestre. Segundo o IBGE, a alta foi favorecida pela elevação de 3,6% da massa salarial dos trabalhadores, em termos reais, e pelo acréscimo nominal de 28,8% no saldo de operações de crédito do sistema financeiro com recursos livres para as pessoas físicas.


A formação bruta de capital fixo (uma medida dos investimentos na economia brasileira) avançou 13,4%. O estudo também mostra que no setor externo, as exportações apresentaram alta de 6,6%, e as importações tiveram elevação de 20,7%. Desde 2006, o crescimento das exportações é inferior ao das importações.


Ritmo intenso


Ministro da Fazenda, Guido Mantega disse nesta quarta-feira que a economia brasileira se manteve acelerada neste início de ano e é possível manter o ritmo exibido no ano passado. Ele destacou ainda o aumento dos investimentos no país, ao comentar a expansão de 5,4% do PIB, em 2007.


- Estou muito satisfeito, a economia cresce de forma robusta e equilibrada. Estamos acelerando o crescimento com inflação sob controle - afirmou Mantega a jornalistas.


Segundo o ministro, a economia "passa para 2008 em aceleração"


- Eu acredito que dá para manter o crescimento de 2007 em 2008 - acrescentou, mencionando a expansão de 6,2% do PIB no quarto trimestre do ano passado frente ao mesmo período de 2006. O governo previa no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) expansão de 4,5% para este ano.


Moderação


Ainda na manhã desta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recomendou aos ministros da área econômica que comemorem o resultado do crescimento do país, com "euforia comedida". A informação é do ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo.


- Nós estamos satisfeitos, mas achamos que pode melhorar. Esse crescimento do PIB, na opinião do presidente, é resultado da confiança que o povo brasileiro deposita no país. Temos que melhorar ainda mais essa confiança - afirmou Lula.


Segundo Paulo Bernardo o governo não vai fazer mágica, não vai fazer nenhuma alteração na política econômica como um todo.


- Vamos continuar trabalhando sério e achamos que vai melhorar a partir do momento em que o Congresso Nacional aprovar a reforma tributária - concluiu o ministro.


Freio no dólar


Bernardo também confirmou, nesta quarta-feira, que o governo vem estudando "medidas pontuais" de ajuste na área cambial, embora negue a existência de um pacote nesse sentido. Segundo afirmou, há a possibilidade de uma reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre o tema, ainda sem data marcada.


- Eu não posso confirmar que vai ter reunião do Conselho Monetário Nacional porque não está convocada de fato. Temos discutido medidas pontuais de ajuste na área cambial... temos feito isso e não é um pacote. Não tem nada de extraordinário, nada que os agentes econômicos já não tenham conhecimento que estamos estudando - afirmou a jornalistas.


Nesta terça-feira, segundo informações do Ministério da Fazenda há uma série de medidas em andamento para frear a queda do dólar frente ao real. Uma parte dependeria de aprovação do CMN, formado pelos ministros Mantega e Paulo Bernardo, além do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Mas, em uníssono com o colega da Fazenda, Bernardo reforça a importância das reformas de base.


- Achamos que vai melhorar a partir do momento em que o Congresso Nacional aprovar a reforma tributária, em que definirmos a política industrial e também conseguirmos a aprovação do Congresso. Esse é o espírito com que o governo vê o resultado do Produto Interno Bruto - afirmou.

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