dothCom Consultoria Digital
Publicado em 10/04/2008 às 14:27
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
Mato Grosso do Sul encerrou março com déficit, na balança comercial, de US$ 119,28 milhões. No mês passado, as vendas somaram US$ 123,027 milhões e as compras, US$ 242,307 milhões. A entrada de gás natural é a maior responsável pela balança pensa sul-mato-grossense. A venda de carne bovina, por outro lado, é o produto que mais ajuda para atenuar a diferença na balança. Os números foram divulgados hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Com o resultado de março, Mato Grosso do Sul completa dez meses com seqüência ininterrupta de déficits na balança comercial. A diferença acentuada entre compra e venda se deve à entrada de gás natural boliviano. As empresas do estado importaram, de janeiro a março deste ano, US$ 548,521 milhões em gás, o que representa participação de 71,68% do montante total empregado nas importações. O cobre, segundo no rol dos produtos importados, responde por apenas 4,31% desse montante.
Por conseguinte, a Bolívia se consolida como principal país importador ao estado, com participação de 71,81% entre os países que venderam para Mato Grosso do Sul nos primeiros três meses do ano. Na seqüência, com uma longa distância, aparece a China, com parcela de 5,77%.
O contrapeso da balança se deve aos produtos agropecuários, sobretudo, à carne bovina. O produto permitiu a entrada de US$ 42,97 milhões, de janeiro a março, no estado, o que equivale à participação de 13,40%. Dos campos sul-mato-grossenses também saíram, em volume significativo, carne de frango (US$ 38,71 milhões) e grãos de soja (US$ 27,763 milhões).
Os principais países compradores de Mato Grosso do Sul, no decorrer do primeiro trimestre, foram Argentina (que comprou US$ 35,172 milhões), China (US$ 31,626 milhões), Hong Kong (US$ 23,393 milhões) e Itália (US$ 20,728 milhões).
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