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Trabalho de Missões como a UNIEDAS se fortalece diante de ameaças do governo

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O governo brasileiro não esconde a intenção de fechar o cerco às organizações missionárias que atuam no Brasil, especialmente na Amazônia. O objetivo maior, segundo o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, é "coibir a influencia internacional sobre os índios". Outros grupos que desenvolvem ações  juntos às comunidades indígenas, como algumas ONGs também podem ser averiguados.


O missionário Onésimo de Arruda (foto ao lado), com formação teológica no Instituto Palavra da Vida, de Atibaia-SP e que trabalha com a Missão Uniedas, em nossa região, vê com preocupação as medidas que podem ser aprovadas pelo Congresso, e que constam da nova Lei do Estrangeiro.


Ele lembra que por  detrás da ofensiva contra as missões estão antropólogos e instituições que criticam as ações evangelísticas desenvolvidas por missões evangélicas junto as tribos da Amazônia.


A pesquisadora Ima Vieida, diretora do Museu Paraense Emilio Goeldi, é um exemplo. Ela defende o controle das atividades missionárias junto aos índios, observando que "o objetivo das organizações missionárias, em geral, é explicitamente converter ao cristianismo".


Alguns estudiosos do assunto, porém, acham um absurdo a defesa que se faz aquilo que alguns chamam de não interferência no modo de vida e na cultura de uma tribo, quando um traço de uma cultura, por exemplo, é a defesa do infanticídio e outras práticas que afrontam a vida.


A Missão Jocum, que tem uma base em Mato Grosso do Sul, foi duramente criticada por alguns segmentos da sociedade por resgatar duas crianças da tribo suruwahá, que seriam mortas porque na tribo os filhos de pessoas com deficiência congênita precisam ser eliminados.


O missionário Onésimo entende que essa ofensiva contra as missões pode ser vista no contexto de uma guerra espiritual. Entende que, exatamente por isto, "nada vai impedir o acesso aos ensinos do evangelho para as nações indígenas".


A Missão Uniedas, que desenvolve um interessante trabalho entre as tribos da região de Aquidauana talvez seja uma referencia de esperança para os que defendem a  difusão do cristianismo entre os índios. Toda a liderança da Missão, dirigida pelo pastor Jader de Oliveira, é constituída de índios.


A própria JOCUM, que tem milhões de missionários em todo o mundo,  já prepara lideranças indígenas, diante da possibilidade da nova Lei do Estrangeiro ser aprovada de forma literal. 


"A pregação do evangelho só tem trazido benefícios para as culturas indígenas", observa um líder evangélico Kaiowá, da região de Dourados. Cita como exemplo a contribuição da Missão Kaiowá, naquela região. A própria FUNAI reconhece que ela foi responsável pela não extinção de algumas etnias, através do serviço social que tem prestado ao longo de décadas.


Pelo debate acirrado que já se trava há algum tempo prevê-se que as discussões sobre a matéria serão intensas, até porque o segmento evangélico é expressivo no país. "E os políticos que vão votar a matéria sabem disto", conclui um analista.

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