dothCom Consultoria Digital
Publicado em 17/06/2008 às 09:12
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
Mato Grosso do Sul ainda consome pouca carne de ovelha. Do total de consumidores de todo o tipo de carne no Estado, pelo menos 20% desconhece o produto. Quem confirma o dado é uma pesquisa inédita promovida pelo mestrando Ronei Dutra Sanches. "É a primeira pesquisa feita sobre o consumo desse tipo de carne, e foi feita justamente para lotear o mercado", explica Ronei.
O estudo foi desenvolvido entre os consumidores finais de carne ovina campo-grandenses, das regiões norte, sul, leste, oeste e central da Capital. Foram entrevistadas 384 pessoas, no momento da compra, nos meses de julho e agosto de 2007.
O preço também se apresenta como um problema. O estudo mostrou que o consumidor campo-grandense compara muito antes de comprar. Conforme a pesquisa, 63,3% dos consumidores acabam adquirindo a carne ovina por causa do preço, e compram o produto em uma quantidade considerável. Na ocasião da compra, cerca de 72% compram entre 2 e 5 quilos de uma só vez, em peças inteiras ou em cortes.
Embalagem
A apresentação do produto também é bastante importante, leva-se muito em conta a embalagem em que o produto é inserido no mercado, sendo que 27,3% preferem a carne ovina embalada em sacos plásticos, já a maioria, 72,7% prefere comprá-la em bandejas.
A distribuição, ou seja, os locais onde o consumidor interessado pode adquirir o produto é também um dos fatores determinantes.
A pesquisa mostrou que 63,7% dos consumidores compram o produto em açougues ou mercados, e apenas 27,3% compram direto do produtor. Os outros 9,1% costumam adquiri-lo no mercado municipal. É a proximidade do produto que aumenta o interesse do consumidor final, até porque seria bastante complicado se todos os que pretendem consumir a carne ovina tivessem que se deslocar até o local de criação dos animais, que geralmente fcam em lugares afastados, próximos às zonas rurais.
Em geral, a carne ovina é consumida em datas especiais, em ocasiões especificas, e a maioria, 54,5% consome essa carne em casa e assada no forno. A pesquisa de Ronei aponta também que 72% da população que costuma comer a carne ovina ganha entre 3 e 10 salários.
Contribuição
Ronei espera que com seu levantamento seja possível traçar estratégias para aumentar da escala produtiva e a representatividade da carne ovina no mercado, possibilitando a valorização desse produto na visão dos consumidores.
Ele acredita que o mercado da carne ovina não tem crescido tanto devido à falta de divulgação e conscientização da qualidade e do processo de criação dos animais. Segundo ele "a criação das ovelhas é ecologicamente correta. Não degrada e não provoca conseqüências ambientais".
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