Um assunto que muitos preferem não tratar ganha representação no Estado. Lésbicas e bissexuais de Mato Grosso do Sul, pela primeira vez, formaram militância e criaram a primeira Ong responsável pela representatividade das homossexuais femininas do Estado. A Ong "Bem Mulher - Coletivo de Mulheres Lésbicas e Bissexuais de MS" foi criada com o intuito de promover a cidadania plena e a visibilidade sócio-politica dessas mulheres; além de atuar na área da defesa de direitos básicos como saúde e educação.
Na presidência da entidade está Márcia Moraes e Cris Duarte, que já lutavam pelos direitos de liberdade de expressão sexual feminina. Elas se preocupam com a dificuldade de aceitação, já que boa parte da população finge a não existência dessa identidade sexual. O número de associadas ainda é pequeno, em torno de 15 mulheres. Algumas delas acreditam que isso ocorre porque muitas preferem se opor a se impor na hora de defender a própria causa.
O movimento conta com o apoio de diversos centros de combate à homofobia, como por exemplo, o Centro de Referência em Direitos Humanos e de Prevenção e Combate a Homofobia, localizado em Campo Grande; Comissão de Direitos Humanos da OAB; além de contar como o apoio político do deputado Estadual Paulo Duarte. Ele comenta que não se trata de defender os homossexuais. "Não é ditadura a favor ou contra a orientação sexual, mas é respeito ao ser humano sem preconceitos", defende.
O deputado é autor do projeto de lei que cria a disciplina de combate à homofobia em cursos de formação de Policiais Militares, Bombeiros e delegados da Polícia Civil. O Coletivo de Mulheres Lésbicas e Bissexuais de MS localiza-se na Rua Saldanha Marinho, no Bairro Amambaí.