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Foi adiada para a próxima quinta-feira (3) a decisão dos carteiros de Mato Grosso do Sul se aderem à paralisação da categoria. Funcionários de 21 Estados mais Distrito Federal cruzaram os braços nesta terça. Segundo um dos diretores do Sintect/MS (Sindicato dos Trabalhadores nos Correios, Telégrafos e Similares de Mato Grosso do Sul) Ademir João Moraes, a assembléia realizada na noite de hoje na escola Estadual Maria Constança de Barros contou com pouca adesão dos funcionários.
"Compareceram apenas 50 pessoas, sendo que Campo Grande tem 600 carteiros e total do Estado é de mais de 1.400 profissionais, então tivemos que adiar a decisão", disse alertando que a próxima reunião será realizada às 18h30, porém o local ainda não foi definido.
A categoria reivindica o cumprimento de um termo de compromisso assinado, em novembro de 2007, pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, e pelo presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio. Os trabalhadores, que já paralisaram suas atividades no final do primeiro trimestres deste ano, querem um adicional de periculosidade equivalente a 30% do salário por mês, aumento no percentual da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), a implementação de um Plano de Cargos, Carreiras e Salários e por mais contratações.
O salário base da categoria é de R$ 603 por oito horas diárias de trabalho. Há 4 meses a empresa paga R$ 260 a mais para os funcionários como adicional, mas a categoria quer discutir o reajuste.
De acordo com Ademir, caso a categoria aprove na quinta-feira a paralisação, os trabalhos serão interrompidos imediatamente. "Sendo aprovado vamos cruzar os braços a partir da zero hora de sexta-feira".
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