dothCom Consultoria Digital
Publicado em 12/07/2008 às 11:02
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
Apesar do preço dos alimentos estar mais caro para todos os brasileiros, são os idosos quem mais sentem o peso da inflação. É o que revela o estudo divulgado hoje pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) que mediu o Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-BR) para a terceira idade.
Os dados mostram que a alta dos preços da cesta de consumo, específica dessa parcela da população, foi mais intensa do que a dos produtos consumidos pelo restante dos brasileiros. De abril a junho deste ano, o IPC da Terceira Idade (IPC-3i) ficou em 2,65%, o que representa a maior taxa trimestral desde março de 2003, quando foi registrada alta de 5,28%.
Os produtos que puxaram a alta dos preços neste período foram: hortaliças e legumes, as carnes bovinas, os artigos de padaria, biscoitos e os laticínios. De abril a junho deste ano, o gasto dos idosos com o grupo alimentação passou de 55% para 66% em comparação ao primeiro trimestre de 2008.
Ainda de acordo com a pesquisa, os principais itens responsáveis pela alta dos preços na passagem de um trimestre para o outro foram o pão francês (18,06%); batata-inglesa (29,54%); empregada doméstica mensalista (5,54%); arroz branco (33,18%); e tomate (30,46%).
No mesmo período, também houve acréscimo em outros grupos, como: saúde e cuidados pessoais (aumento de 1,15% para 2,17%); vestuário (de -1,13% para 2,65%); transportes (de 0,13% para 0,65%); e habitação (0,84% para 0,95%). Entretanto, houve queda nos preços do grupo educação, leitura e recreação (de 3,09% para 1,71%).
Já nos últimos doze meses, o IPC-3i acumula variação positiva de 6,36%, valor menor que o registrado no acumulado do primeiro semestre de 2008, com inflação de 4,05%.
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