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Correto manejo deve devolver a MS status de área livre de aftosa com vacinação

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A afirmação foi feita pelo diretor-presidente da Agência Estadual de Defesa Sanitária Vegetal e Animal (Iagro), Roberto Bacha, em entrevista no Primeira Notícia dessa sexta-feira. Na opinião dele, como o estado atendeu todas as exigências da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), o status de área livre de febre aftosa com vacinação deve ser readquirido no fim do mês.


"A nossa expectativa é muito boa porque cumprimos todos os quesitos. Alguns já tínhamos cumprido, agora com a vacinação e identificação dos animais cumprimos todos. Com todos os critérios técnicos atendidos estamos bastante otimistas com o reconhecimento", contou. A previsão do diretor-presidente da Iagro é que a boa notícia venha ainda este mês já que a OIE autorizou a convocação de uma reunião extraordinária, em Paris, nos dias 29 e 30 de julho, para tratar do assunto. O relatório das atividades já foi encaminhado e está em fase de análise.


Exigências
Mato Grosso do Sul teve que atender exigências especiais da OIE para poder readquirir o credenciamento para exportação de carne bovina para a União Européia. Uma das principais foi a criação de uma Zona de Alta Vigilância Sanitária (ZAV) na faixa de fronteira, com ações específicas e monitoramento do trânsito de animais. Foram incluídos na área nove municípios: Antonio João, Aral Moreira, Bela Vista, Caracol, Coronel Sapucaia, Japorã, Mundo Novo, Paranhos, Porto Murtinho, Ponta Porã e Sete Quedas.


Para garantir que todos os animais da ZAV fossem imunizados contra a febre aftosa, a Iagro criou um calendário de vacinação diferenciado, com uma etapa a mais que as regiões do planalto e do Pantanal e implantou o programa de vacinação assistida em que técnicos da agência acompanhavam a imunização dos bovinos e bubalinos.


A exigência de ter um controle sobre cada animal, ao invés de rastrear apenas o rebanho também foi cumprida com a colocação de brincos de identificação nos 735 mil animais da ZAV. "Com o brinco podemos acompanhar o animal individualmente, monitorar e conhecer. Na ZAV cada um tem um brinco e todas as informações sobre ele como idade e sexo, fazem parte de um banco de dados. Nós vamos ter como saber de onde ele veio e para onde foi a médio e longo prazo", explicou Bacha.


O trabalho de sanidade desenvolvido no estado há quase três anos é exemplo para outras regiões. A parceria entre governo, produtores e o apoio ao Paraguai com ações integradas foram decisivos para a conquista do resultado. "O principal é que o serviço está estruturado para controle da sanidade animal. O trabalho feito em Mato Grosso do Sul é muito bom e caso algum sinistro ocorra teremos agilidade em resolver qualquer caso. O monitoramento e o controle de trânsito vão ser contínuos", concluiu o diretor-presidente.

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