dothCom Consultoria Digital
Publicado em 27/09/2008 às 09:29
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
O mercado de trabalho em 2008 apresenta o melhor desempenho da série histórica iniciada em março de 2002 e deverá manter esse ritmo até dezembro, disse nesta quinta-feira o responsável pela Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Cimar Azeredo. De janeiro a agosto, a taxa de desemprego média é de 8,2%, bem abaixo dos 9,8% apurados em igual período em 2007, informa a Folha Online.
Azeredo frisou que apenas uma queda abrupta do ritmo da economia pode interromper a queda da taxa de desemprego.
Ele admitiu que a crise internacional pode ser um desses fatores, já que não se sabe até que ponto a economia brasileira está imune ao efeitos externos. Se descontados possíveis fatores externos, a expectativa em relação ao desempenho do mercado de trabalho este ano á altamente positiva, ressaltou.
"Tem que acontecer uma situação muito crítica para que a taxa de desemprego não fique inferior a que foi observada no ano passado", afirmou.
A taxa de desemprego verificada em agosto foi a segunda menor da série histórica, sendo superada apenas pelos 7,4% registrados em dezembro de 2007. Azeredo acrescentou que o cenário aponta grande possibilidade de a taxa recorde ser deixada para trás ainda este ano.
Crescimento do mercado formal
Juntamente com a melhora do mercado de trabalho veio o crescimento do mercado formal. O trabalho registrado no país também é recorde. De janeiro a agosto, 57,4% dos trabalhadores ocupados estão inseridos no emprego formal, que inclui trabalhadores com carteira assinada no setor privado, funcionários públicos, militares e empregadas domésticas.
A renda média do trabalhador entre janeiro e agosto foi de R$ 1.233,02, número também recorde desde 2003, quando o período foi verificado. De lá para cá, a renda média do trabalhador subiu 2,8%.
Em agosto, a renda média ficou em R$ 1.253,70, 2,5% abaixo dos R$ 1.282,27 constatados em agosto de 2002. Para efeito de comparação, a renda média entre março e agosto de 2002, de R$ 1.282,27, é 3,7% maior que os R$ 1.234,96 verificados entre março e agosto deste ano.
A alta de 2,1% da renda do trabalhador frente a julho foi a maior desde julho de 2005, quando havia variado os mesmos 2,1% em relação ao mês anterior.
"A renda do trabalhador melhorou em função da maior formalização do mercado, de mais gente empregada na indústria e do recuo da inflação", observou Azeredo.
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