dothCom Consultoria Digital
Publicado em 30/09/2008 às 09:17
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (FAMASUL), Ademar Silva Junior, anunciou na manifestação em Miranda, nesta segunda-feira (29), que a entidade entrará na justiça contra a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), aproveitando-se de um recurso do advogado Newley Amarilla, que garantiu aos proprietários da Fazenda Vazante o cancelamento do procedimento de demarcação indígena.
Conforme o advogado Carlos Eduardo Bruno Marieto, que defende 33 propriedades rurais desta região, há uma "guerra de liminares". "A FAMASUL está entrando com a assistência jurídica e, nesta ação, serão beneficiadas propriedades que tiveram discrepância entre as áreas demarcadas pela FUNAI e os laudos antropológicos", explicou o advogado. "Tudo isso mostra a incoerência das ações da FUNAI", comentou o presidente da FAMASUL.
Silva Junior apresentou ainda as pretensões da Funai na região do Pantanal. Conforme os números apresentados pela própria Fundação, a aldeia Buriti, que em 2001, contabilizava 1.875 índios, quer aumentar sua área de 2.090 hectares para 17.294. Já a aldeia Cachoeirinha, com 3.500 índios, quer sair de 2.648 hectares para 37.122, e a Aldeia Taunay quer ampliar o 6.461 hectares de reserva para 23.719. A aldeia tinha em 2001, 3.800 habitantes.
Cerca de mil pessoas de 17 municípios de Mato Grosso do Sul participaram do protesto.
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