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Fragilidade do mercado é mais preocupante para publicitários de MS do que crise econômica dos EUA

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Ninguém sabe com qual intensidade a crise financeira norte-americana, resultado da crise do mercado de crédito imobiliário naquele país, vai atingir o Brasil e o resto do mundo. Enquanto todos aproveitavam a maré boa dos últimos anos, Nizan Guanaes, do grupo ABC, trabalhava e capitalizava sua empresa, esperando pelo pior momento. "Numa viagem à Saint Tropez vi pessoas gastando 28 mil euros numa garrafa de champanhe e percebi que o mundo estava perdido", diz o publicitário, que, na palestra sobre o mercado de comunicação no MaxiMídia 2008, abusou do tom apocalíptico e teatral. O público que o assistia ao vivo no MaxiMídia SAT, em Campo Grande, aplaudiu as ideías de Nizan, que, entre outras pregações polêmicas, defendeu redução no número de empresas de publicidade, menos obediência às regras dos norte-americanos, e cautela na hora de investir e inovar. "Quem sair forte deste ciclo, vai ser forte neste século",profetizou Nizan. O colega de debate, Fábio Fernandes, da F/Nazka S&S, não acredita num cenário tão catastrófico. "Eu penso diferente, essa é a hora de ser inovador".


"O Nizan deu um show teatral, lá a realidade é diferente", disse Ricardo Nabhan, da ZN Marketing, ao público eufórico do MaxiMídia SAT. O publicitário, também presidente da Federação Naciona l das Agências de Propaganda (FENAPRO), apresentou números q! ue compr ovam a fragilidade do mercado de publicidade de MS. Segundo ele, das mais de 92 mil empresas cadastradas na Junta Comercial de Campo Grande, pouco mais de 40 anunciam no principal veículo de comunicação local. Com poucos clientes, e ainda relutantes em investir em comunicação, o mercado busca apoio na verbas públicas de publicidade.


Nabhan sugeriu um pacto pelo desenvolvimento da comunicação local que comece nas universidades. "Os mais de 400 jovens formados a cada ano em Campo Grande, devem ter uma disciplina na faculdade que ensine sobre o negócio, as regras e a legislação".  Henrique Medeiros, presidente do Sindicat o das Agências de Propaganda de Mato Grosso do Sul (SINAPRO/MS), vê na desunião das agências um grave problema local.


Publicitários e gestores de empresas lotaram o auditório do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Mato Grosso do Sul (CREA/MS) nos dias 07, 08 e 09 de outubro para assistir ao MaxiMídia SAT, transmissão ao vivo do MaxiMídia 2008, maior evento de comunicação e gestão da América Latina. Após cada palestra, foram realizados debates ao vivo com empresários e profissionais de comunicação do Estado. O evento teve o pa trocínio da TV Morena e Jornal "O Estado MS", e o apoio da A! gilita, Diniz, MV Comunicação, Qualitas, Remat, ZN, Sebrae e Studio Alexis Prappas.

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