dothCom Consultoria Digital
Publicado em 27/10/2008 às 18:25
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
O estado de Mato Grosso do Sul, em parceria com o Instituto de Pesquisas da UFMS, UEMS, Embrapas de Mato Grosso do Sul, Uniderp, UCDB e UFGD começam a intensificar os estudos relativos ao mapeamento do Biotipo de MS, projeto que objetiva realizar um retrato completo da fauna e flora nativas, ecossistemas, desenvolvimento sustentável, biocombustíveis e impactos ambientais de todo o estado.
O projeto Biótipo MS é dividido em três subprojetos, especializados nas áreas de Biosprecção, voltado ao estudo da extração de recursos naturais para o desenvolvimento da bioquímica; da Bioenergia, voltado ao estudo de melhoramento de combustíveis; e a Biota, voltado ao levantamento de toda a fauna e flora do estado.
O município de Aquidauana torna-se um grande pólo do projeto por abrigar o Curso de Ciências Biológicas CPAQ/UFMS que juntamente com o pólo local da UEMS participam do Programa Biota/MS.
Em reunião realizada no dia 16 de outubro, na capital do estado, estiveram presentes os professores do CPAQ Dr. Julio César e Dr. José Rímoli, onde foram apresentadas novas diretrizes de estudo que serão iniciadas no início de 2009.
Os professores de Biologia da UFMS/CPAQ, Júlio César e José Rímoli em entrevista |
Para o professor Dr. Julio César, o projeto será de grande importância para a sociedade em geral. "Com estas pesquisas que serão implantadas, novos projetos de instituições e de acadêmicos serão despertados, motivando ainda mais um desenvolvimento sustentável por todos os cidadãos", complementou.
Para o superintendente da Semact (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, das Cidades, do Planejamento e Ciência e Tecnologia), João Onofre Pereira Pinto, o objetivo específico é subsidiar a tomada de decisão sobre projetos de desenvolvimento, especialmente os de desenvolvimento sustentável.
Conforme a justificativa do projeto, a bioeconomia é o novo paradigma das ciências econômicas e biológicas. Especificamente em MS a política estadual de ciência, tecnologia e inovação leva em consideração os novos desafios do estado frente ao processo de industrialização, principalmente nos setores sucroalcooleiro, biodiesel, papel e celulose, minero-siderúrgico e turístico. Por outro lado, ao avaliar adequadamente o potencial e o uso de recursos do Pantanal e Cerrado, será possível delinear novos plantas e insumos oriundos da biota local para ampliar e inovar processos de produção de biocombustíveis.
Os estudos em Aquidauana se estenderão até a área do Taboco e todas as informações serão repassadas e adicionadas ao núcleo do projeto, que terá duração de 03 anos.
A próxima reunião está marcada para os dias 04 e 05 de dezembro, em Campo Grande.
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