dothCom Consultoria Digital
Publicado em 30/10/2008 às 19:07
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
Alunos de 13 cursos da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) farão uma assembléia para decidirem se boicotam ou não o Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudante), que acontece no dia 9 de novembro.
Com isso os alunos estão tentando melhorar a qualidade dos cursos oferecidos pela universidade. "Isso porque, se os alunos têm uma média maior que três no Enade, o MEC [Ministério da Educação e Cultura] não vem fiscalizar as instituições 'in loco'. O que é prejudicial para os alunos", conta Ítalo Milhomem, colaborador do DCE (Diretório Central Estudantil).
No último dia 27 os estudantes se reuniram para decidirem se fazem ou não o boicote, porém foi decidido que cada curso vai tomar sua própria decisão.
Segundo Ítalo, a universidade tem se beneficiado das boas notas dos alunos e mascarado a qualidade do ensino. "Aqui na UFMS eles estão dando cursinhos específicos só para os alunos fazerem as provas, elevando a média das notas e escapando da fiscalização do MEC".
Ítalo relata que muitos cursos não são vistoriados pelo Ministério há mais de dez anos. "Temos curso sem professores, sem sala, sem equipamento. Toda a fama da instituição se deve ao empenho dos alunos", reclama.
O acadêmico explica como deve ser o boicote: como os formandos são obrigados a fazerem o Enade, diferentemente do antigo Provão, todos deverão assinar a lista de presença, mas entregar a prova em branco.
"Não há nenhum prejuízo para quem fizer isso, porque a nota é confidencial, somente o aluno toma conhecimento, e no histórico escolar mostra somente se o aluno fez ou não o Enade", detalha.
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