dothCom Consultoria Digital
Publicado em 18/12/2008 às 09:24
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
Conforme antecipado na época do lançamento dos índices MidLarge Caps (MLCX) e Small Caps (SMLL), a BMF Bovespa (BVMF3) anunciou nesta terça-feira (16) a criação de duas novas referências setoriais para o mercado acionário, ativas a partir do dia 2 de janeiro de 2009.
Trata-se do Índice Imobiliário (Imob), que reúne empresas ligadas às atividades de construção civil, intermediação imobiliária e exploração de imóveis, e do Índice Consumo (Icon), que agrega companhias representativas dos setores de consumo cíclico e não-cíclico.
Contando os dois, agora a bolsa passa a dispor de 14 índices. "Nossa idéia é trazer cada vez mais índices ao mercado, para que sirvam de referenciais e ajudem as pessoas a diversificar seus investimentos", destacou o diretor executivo de Produtos da BMF Bovespa, Murilo Robotton. "Pelo menos dois novos serão lançados em 2009", acrescentou, apontando o setor financeiro como um candidato.
Imob e Icon
O Imob possui um total de 21 empresas, sendo 16 ligadas ao ramo de construção civil. A maior participação é da Cyrela Realty (CYRE3), seguida por Gafisa (GFSA3) e PDG Realty (PDGR3). Como a maior parcela dos componentes do setor ingressou na bolsa no ano passado, a base de referência de 1000 pontos é de 28 de dezembro de 2007. Atualmente, o índice oscila na faixa dos 300 pontos.
"Talvez se não houvesse a divulgação deste índice, poucas pessoas iriam se atentar que ele tem que subir 100% para voltar ao patamar em que está o Ibovespa hoje. Essa é a idéia do diferencial", reiterou Robotton.
Já o Icon tem data de referência para os 1000 pontos de 28 de dezembro de 2006 e agora está pouco acima dos 700 pontos. No seu caso, há um total de 28 empresas, divididas entre categorias: agropecuária; alimentos processados; bebidas; fumo; produtos de uso pessoal e de limpeza; saúde; diversos; comércio e distribuição; tecidos, vestuário e calçados; utilidades domésticas; automóveis e motocicletas; mídia; hotéis e restaurantes; lazer; comércio. A maior fatia é do papel PN da AmBev (AMBV4). Em ambos os casos, a participação de uma empresa não poderá ultrapassar 20%.
Premissas
A escolha dos papéis componentes das carteiras, que serão revisadas a cada quatro meses, atende aos seguintes critérios, com base nos 12 meses anteriores:
inclusão em uma relação de ações cujos índices de negociabilidade somados representem 98% do valor acumulado de todos os índices individuais;
participação em termos de presença de pregão igual a 95%;
para empresas com menos de 12 meses de listagem, somente são elegíveis se tiverem mais de seis meses de negociação e se atenderem ao segundo critério.
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