dothCom Consultoria Digital
Publicado em 20/01/2009 às 10:53
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
O Projeto "Bola na mão", que atua na confecção de bolas esportivas para abastecimento das escolas rede pública de ensino, começa a ser desenvolvido a partir desta terça-feira (20) no Estabelecimento Penal Feminino de Ponta Porã.
A iniciativa já é realizada na unidade penal masculina da cidade e faz parte de uma parceria entre a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) e a Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul), com apoio da prefeitura local. O projeto, além de buscar atender a demanda de material esportivo de Mato Grosso do Sul, contribui com a ressocialização e profissionalização da massa carcerária.
Inicialmente, as internas receberão treinamento de um instrutor sobre todo o processo de serigrafia e costura, para depois que estiverem capacitadas iniciarem a produção. Assim como acontece com os internos, elas receberão R$ 2,00 por bola costurada, além de desconto na pena na proporção de três dias trabalhado por um remido.
De acordo com o gerente do projeto na Fundesporte, Ramon José Brizueña Aniz, o "Bola na mão" também será desenvolvido na Penitenciária de Navirai. Segundo ele, além de Ponta Porã, outros municípios estão estabelecendo a parceria para aquisição de bolas confeccionadas nos presídios. "A estimativa é que sejam produzidas mais de 1500 bolas este ano, com destaque para as de futebol e futsal", informa.
Outro ponto positivo do projeto é que não há desperdício de material. Com os retalhos que sobram são produzidas mini-bolas, destinadas a crianças de quatro a sete anos. "Mas, assim como as maiores, sempre obedecendo a padrões de qualidade e durabilidade do produto final", garante o gerente da iniciativa.
Pintando a Liberdade
O trabalho com costura de bola nos presídios do Estado também é desenvolvido por meio do projeto "Pintando a Liberdade", do governo Federal, sendo gerenciado pela Fundesporte em parceira com Agepen.
O "Pintando a Liberdade" é executado na Penitenciária de Dourados Harry Amoryn Costa (Phac), no Estabelecimento Penal de Navirai e no presídio de Amambai, produzindo bolas esportivas que são distribuídas gratuitamente em escolas da rede pública e entidades esportivas de todo o Brasil, sendo a maior parte em Mato Grosso do Sul.
Em seis anos que o projeto federal é desenvolvido nos presídios do Estado, já foram confeccionadas cerca de 20 mil bolas, conforme dados da Fundesporte. São produzidas bolas de basquete, vôlei, futebol, futsal e handbol, além redes de vôlei, futsal e futebol.
Na Phac, em Dourados, os internos trabalham no corte e serigrafia do material para a produção de bolas, eles recebem R$ 100 por mês. Após os kits montados, são encaminhados para os presídios de Navirai e Amambai para a costura e acabamento final. Os internos que atuam nesta etapa recebem R$ 2,00 por bola costurada. Todos também têm remição na pena.
Segundo a Fundesporte, toda doação de bolas confeccionadas no "Pintando a Liberdade" tem antes de ser autorizada pelo Governo Federal, por meio do Ministério do Esporte, que é responsável por 90% da verba, com 10% de contrapartida do governo do Estado.
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