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Aquidauanense Essi Rafael é orgulho para cinema do Estado

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Ganhando cada vez mais destaque no cenário do cinema do estado e até do país, o jovem aquidauanense Essi Rafael Leal, 20 anos, filho dos médicos Essi e Eliane, surpreendeu mais uma vez na última semana ao ganhar um dos prêmios mais cobiçados durante o 6º Festival de Cinema de Campo Grande, realizado na capital.


Autor de vários curta-metragens nos últimos anos, o estudante de cinema da Universidade de São Carlos é um estreante no Festival e já se tornou um orgulho para a classe de Mato Grosso do Sul. Após a apresentação de seu curta-metragem "O conto de solidão", Essi Rafael levou o prêmio na categoria através de Júri Popular e recebeu o prêmio de R$ 5 mil.


O destaque já era para ele no Festival antes mesmo de ter recebido o prêmio. Na abertura do Programa 2 da Mostra Competitiva de Curtas, após a apresentação dos cinco filmes do programa - que ainda inclui "Hiato", de Vladimir Seixas, "No Tempo de Miltinho", de André Weller, "Calango Lengo Morte e Vida sem Ver Água", de Fernando Miller, e "Menino-Aranha", de Marina Lacerda -, Rafael encantou uma sala de exibição lotada e sensibilizada com seu conto transformado em curta.


"Um Conto de Solidão" trata, como sugere o título, de solidão, mas também de beleza, rotina e tédio. Para Rafael, trata de um filme sobre ele próprio. "Aquidauana tem tão pouco pra fazer que às vezes bate um tédio e foi isso que eu quis mostrar também", diz.


Além de ambientado em Aquidauana, a ficção ainda leva à tela atores locais e até a ex-professora primária de Rafael, Regina Pereira, para narrar a história. Dentre os atores também marcam presença a protagonista, enfermeira Laura da Siva, Celso Santana e os estudantes Guilherme Morais, Iury Feitosa, Dainer Gabriel e Gabriel Baes, todos residentes em Aquidauana.


As produções do jovem diretor, das quais se destacam "O homem, o tempo e a bunda", "Vida Ordinária" e "Primeiro Dia de Trabalho", são sempre permeadas pelo "faça você mesmo": no elenco vão amigos, conhecidos, familiares como os que participaram do curta ganhador.


Os filmes anteriores não puderam ser apresentados em festivais como o de Campo Grande pela falta de autorização dos autores das músicas utilizadas na produção e por isso não tiveram repercussão. Já para fazer "Um conto de solidão", o autor precisou ir atrás dos autores que autorizaram a veiculação.


Sobre os sonhos para Aquidauana, Rafael já vislumbra a criação de uma Casa de Cinema de Aquidauana, à qual ele atribui a apresentação de todos as suas produções. No debate, o jovem diretor relatou ainda que a participação no Festival de Cinema de Campo Grande era um grande sonho, desde que começou a fazer cinema.



Durante a apresentação, Essi contou com o apoio de familiares e amigos: "saíram de Aquidauana quatro carros para prestigiarem comigo este momento especial" afirmou. Para recompensá-los, dedicou o prêmio que ganhou a eles.


Quem quiser conhecer um pouco mais do trabalho do aquidauanense Essi Rafael pode acessar suas produções em www.youtube.com/essirafael.

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