dothCom Consultoria Digital
Publicado em 19/02/2009 às 09:25
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
O Instituto Arara Azul em parceira com a Toyota do Brasil está promovendo desde dezembro/2008 um ciclo de oficinas de capacitação para a produção de artesanatos em várias cidades. O objetivo do Projeto Arte de Fazer é capacitar 150 mulheres e homens de baixa renda a produzir artesanatos como fonte alternativa de geração de renda e trabalho digno. As oficinas na cidade de Aquidauana aconteceram no Anexo Uniedas, na Vila Trindade e contemplou mulheres indígenas para produzir artesanatos em EVA. Na cidade de Miranda as oficinas aconteceram na Secretaria de Ação Social e contou com o apoio da Prefeitura Municipal de Miranda, foram ministradas as oficinas de confecção de bolsa com aplicação de couro do peixe e oficinas de artesanato com bisquit. Na cidade de Ponta Porã realizaram-se as oficinas de produção de telas com EVA e confecção de PUF com garrafa Pet. No Paraguai realizaram-se as oficinas de confecção de PUF e arranjos florais com garrafa PET.
As oficinas são gratuitas, e já foram capacitadas 100 pessoas nas oficinas já realizadas. Na próxima semana de 23 a 27 de fevereiro acontecerão as oficinas de confecção de bichinhos de pano e artesanato com jornal na cidade de Dois Irmãos do Buriti e de 23 á 27 de março serão realizadas oficinas em Campo Grande.
O Projeto Arte de Fazer já capacitou outras 143 pessoas nas fases anteriores, nas oficinas de confecção de camisetas, customização de camisetas, bordado ponto cruz, modelagem com bisquit, confecção de cartões artesanais, artesanatos com jornal, artesanatos com EVA, artesanatos com garrafa PET, confecção de bonecas e bichinhos de pano. Nas oficinas são ministradas noções básicas de conservação do meio ambiente, empreendedorismo, mercado e qualidade dos produtos.
O Projeto Arte de Fazer só é possível porque várias parcerias são firmadas entre empresas socialmente responsáveis, terceiro setor e poder público. Numa relação de interdependência, o poder público que tem uma demanda excessiva de projetos sociais e as empresas que tem como objetivo principal a obtenção de lucros através de seus processos produtivos, financiam atividades filantrópicas, para que o terceiro setor, especializado em desenvolver ações sócio-ambientais, realize tais atividades e todos, primeiro, segundo e terceiro setor se beneficiam e geram benefícios para a sociedade. Foram parceiras nesta etapa a Toyota do Brasil, UNIDERP, Brasil-Telecon, Caiman, Bradesco Capitalização, Jornal O Pantaneiro, Radio FM-Pan, Prefeitura Municipal de Miranda-MS e Instituto Arara Azul.
No princípio das organizações até a década de 60 a mentalidade predominante era uma noção de mercados e recursos ilimitados, as empresas se preocupavam unicamente com a eficiência dos sistemas produtivos: o que produzir, como produzir e para quem produzir. Era comum considerar que a degradação do ambiente seria o preço a ser pago pelo progresso, mas em um curto espaço de tempo, essa noção revelou-se equivocada. Á partir da década de 60 houve um crescimento da consciência ecológica, na sociedade, no governo e nas próprias empresas, que passaram a incorporar essa nova orientação em suas estratégias.
A realização do Projeto "Arte de fazer" se mostrou eficaz em promover o envolvimento da comunidade com a causa ambiental, sensibilizando em relação aos problemas enfrentados pelas espécies ameaçadas, assim como, fomentou a discussão para possíveis soluções á partir de mudanças de atitude. Para as empresas patrocinadoras, além de ganhos com o aumento do capital reputacional á longo prazo, á curto prazo, houve maior exposição na mídia, melhorando a imagem institucional de credibilidade.
Sem duvida alguma, os maiores beneficiários foram os participantes do Projeto "Arte de fazer". A expectativa de emprego formal na região é baixa e há deficit na oferta de vagas, portanto produzir artesanatos se torna uma boa alternativa para a geração de renda.
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