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Crise na pecuária desemprega 5 mil em MS, diz sindicato

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A crise que atinge os abatedouros de carne em Mato Grosso do Sul já comprometeu o emprego de pelo menos cinco mil trabalhadores do setor. É o que aponta o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Campo Grande e Região.


Segundo a entidade, pelo menos 12 abatedouros de carne, incluindo frango e bovinos, estão fechados no Estado. Vinte mil trabalhadores ainda mantêm o emprego, mas, para a categoria, a situação é de instabilidade.


"A maioria não sabe nem se amanhã ainda terá o emprego. O clima é de muita incerteza", afirma o presidente do sindicato, Rinaldo Salomão.


A crise nos abatedouros de carne atinge diretamente a produção de alimentos em MS. Conforme divulgado pelo Diário MS, somente na semana passada a crise teria afetado pelo menos três frigoríficos no Estado - o Independência anunciou suspensão nos abates em todo o país, incluindo as unidades de Nova Andradina e Anastácio. Já o Frigorífico Torlim, o maior abatedouro de Amambai, deu férias coletivas a 299 empregados.


Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação, pelo menos 12 abatedouros estão fechados no Estado, em municípios como Três Lagoas, Paranaíba, Iguatemi, Rio Verde, Porto Murtinho, Corumbá, Campo Grande e Bonito. Pelo menos cinco mil trabalhadores perderam os empregos, o que gera uma grande instabilidade no setor.


Segundo Rinaldo Salomão, no caso do Independência, os trabalhadores ainda não foram informados se serão demitidos ou irão receber férias coletivas. "Suspenderam os abates e pronto. O trabalhador não sabe se amanhã estará empregado ou não. A categoria é sempre a última a saber de tudo", reclamou o sindicalista.


Segundo ele, pelo menos 20 mil trabalhadores ainda mantêm os empregos no setor, incluindo os abatedouros de frango, suínos, bovinos e caprinos. Mas, garante o sindicalista, a situação de alerta é válida para toda a categoria.


"Tem frigorífico pronto e que ainda não foi ativado, como é o caso de Bonito. O trabalhador já está com medo de assumir um financiamento, por exemplo, e amanhã perder o emprego", diz ele, ao citar também outros setores diretamente prejudicados pela crise, como os carreteiros, que trabalham em empresas particulares.


Além dos trabalhadores, a crise na indústria da carne também gera sentimento de instabilidade entre os produtores do Estado. Segundo a Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), somente o Independência, que suspendeu os abates na semana passada, é responsável por 20% do volume de gado abatido no Estado.


Há menos de um mês, o grupo já havia fechado uma unidade em Campo Grande. Nas duas unidades que ainda estavam operando, o abate diário era de dois mil bois por dia.


"É um impacto considerável e os produtores vêem esta situação com preocupação", avalia a assessora econômica da Famasul, Adriana Mascarenhas. Segundo ela, a entidade vai aguardar os próximos dias para saber se a suspensão nos abates será por um curto espaço de tempo ou por um período mais longo. 

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