dothCom Consultoria Digital
Publicado em 11/03/2009 às 08:10
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
Empresários do setor de produção de carvão vegetal de todo o estado de Mato Grosso do Sul estiveram reunidos no início desta tarde (10/03/2009) na Secretaria de Estado de Meio Ambiente, das Cidades, do Planejamento, da Ciência e Tecnologia - SEMAC para reiterar as reivindicações que o setor pleiteia desde novembro do ano passado.
Inicialmente estava marcada uma audiência pública na Assembléia Legislativa, que foi cancelada. A discussão da pauta foi então transferida para a SEMAC, onde estiveram presentes, além dos produtores, o deputado Diogo Tita (responsável pela mobilização da reunião), o Secretário adjunto Márcio Monteiro, e o presidente do Sindicarv - Sindicato das Indústrias e dos Produtores de Carvão Vegetal de Mato Grosso do Sul - o empresário Marcos Brito, acompanhado do secretário executivo do SINDIFER - Sindicato das Indústrias de Ferro Gusa de Minas Gerais, Luis Furiati.
A principal reivindicação do setor é a suspensão ou redução da TMF - Taxa de Movimentação Florestal, que, segundo os produtores, inviabiliza economicamente o escoamento de produção do carvão para outros estados, o que tem motivado uma série de prejuízos e demissões para o setor.
Porém, com a ausência do titular da Secretaria, que precisou atender uma solicitação urgente do governador André Puccinelli, nada ficou definido para a classe, que se sentiu desprestigiada.
O deputado Diogo Tita, que é sensível à situação dos produtores, afirmou que admira o comportamento tolerante que os representantes têm em relação à omissão do governo, e garantiu que vai continuar defendendo os interesses da classe.
O presidente do Sindicarv afirma que o sindicato vem tratando dos problemas relacionados à classe com diplomacia, seriedade e responsabilidade, e salienta: "com a omissão, o governo se torna o principal responsável pelas conseqüências drásticas vividas pelo setor, ao mesmo tempo em que (o governo) é o único que tem a solução para o problema, ainda que paliativa", finaliza.
Segundo Furiati, que apresentou um ofício informando que as empresas estão dispostas a adquirir o produto, "as siderúrgicas de Minas Gerais necessitam do carvão de Mato Grosso do Sul para a reativação de seus alto-fornos. No entanto, não vê outra forma de viabilizar a compra sem a redução da TMF, que encarece o produto em 25%", justifica.
O Sindicarv demonstrou, tecnicamente, em documento apresentado anteriormente, que o governo está deixando de arrecadar três milhões e seiscentos mil reais de ICMS mensalmente. "O governo se prende tão somente na arrecadação da TMF e esquece o recolhimento que está perdendo de ICMS", declarou Brito. E concluiu: "e mais importante: deixa de manter milhares de empregos na cadeia produtiva do carvão vegetal".
Contrariados, ao deixarem a secretaria, os produtores foram informados que o governador irá se reunir na próxima sexta-feira, com o deputado Tita, o secretário Carlos Alberto Negreiros Said de Menezes e o secretário adjunto Márcio Monteiro.
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