O projeto experimental de suinocultura-biofertilização, instalado no Assentamento Campanário, em São Gabriel do Oeste (a 133 km da Capital) será ampliado para servir como projeto modelo ao setor no País. Segundo a informação divulgada nesta sexta-feira (3), pela secretária de Estado do Desenvolvimento Agrário, Produção, Indústria, Comércio e Turismo (Seprotur), Tereza Cristina Correa da Costa Dias, o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) pretende investir R$ 3,5 milhões na proposta que conta com a parceria do Estado e diversas instituições de pesquisa.
Segundo o diretor-presidente da Agência de Desenvolvimento Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), José Antônio Roldão, que esteve nesta quinta-feira (2), por intermédio do deputado federal Waldemir Moka, discutindo o projeto durante audiência com o coordenador da área de energias renováveis do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), Eduardo Soriano, a intenção do ministério é ampliar a abrangência da pesquisa e depois divulgá-la em um grande seminário no local.
"O projeto tem como finalidade ampliar os horizontes da suinocultura brasileira e dar alternativas para a produção de pequenos produtores, e para divulgá-lo, a ideia do Ministério é atrair pesquisadores de todo o Brasil para São Gabriel, e mostrar in loco o projeto", comemorou Roldão, lembrando que a Agraer tem sido parceira da iniciativa, promovendo a divulgação da pesquisa que recolhe dejetos dos suínos e a transforma, por meio bio-digestores, em energia e fertilizantes.
De acordo com o projeto, que é base de pesquisa da Embrapa Pantanal (CPAP), Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) e conta com apoio técnico das Embrapas Instrumentação Agropecuária (CNPDIA), Suínos e Aves (CNPSA), a proposta é integrar as ações já realizadas com vários processos inovadores voltados ao pequeno produtor.
Dentre as iniciativas que serão implementadas com os recursos do MCT estão o uso de biogás em motobombas e motogeradores para tornar as propriedades energeticamente independentes. Além da energia, também haverá estudos - conduzidos por pesquisadores da Unicamp (Universidade de Campinas) voltados ao desenvolvimento de fertilizante líquido e sólido.
Outro ramo de pesquisa contemplado, dos muitos que poderão surgir da iniciativa inédita está voltado, será quanto a análise de efluentes do projeto. Neste aspecto, a Embrapa Pantanal e UFMS concentraram esforços, somando ao trabalho a aquisição de modernos equipamentos para a tarefa.
Roldão lembra ainda que o projeto também é voltado para o embate das questões ambientais e a produção sustentável. Ele lembra que a atividade de suinocultura sul-mato-grossense será aprimorada, sem causar passivos ambientais. "O projeto atenderá as demandas do Ibama e Ministério Público, promovendo e ampliando ainda mais importância para o setor para a economia brasileira", finaliza.