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Vendas de veículos batem recorde nacional e em MS

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O resultado das vendas de veículos novos nos seis primeiros meses do ano no Brasil segue na contramão de outros países. A queda mundial, principalmente por conta dos Estados Unidos, atingiu em cheio diversas marcas, mesmo as emergentes japonesas. Só para se ter idéia, em maio, Honda, Toyota e Nissan venderam, respectivamente, 41,5%, 40,7% e 33,1% a menos que o mesmo mês do ano passado. As perdas de Ford, GM e Chysler batem na casa dos 50%.
Por conta disso, o Brasil tem sido visto como uma espécie de oásis em meio à crise. Por aqui, as vendas bateram novo recorde em junho, alcançando 289.985 unidades, superando as 288,1 mil unidades comercializadas em julho passado, até então o melhor mês de vendas na história do setor automotivo brasileiro.
O volume no mês passado representa uma alta de cerca de 22% sobre os 237,37 mil automóveis e comerciais leves vendidos em maio.
Com os números de junho, as vendas no primeiro semestre somam 1,39 milhão de unidades, superando ligeiramente os licenciamentos de 1,34 milhão do mesmo período de 2008.
Esses números se refletiram também em Mato Grosso do Sul, principalmente no setor de caminhões, que teve queda menor que a média nacional, na ordem de 10,75%, contra 18,34% de queda do mercado brasileiro.
No geral, nosso estado cresceu no semestre: 5,13% no segmento de carros e comerciais leves. O crescimento nacional foi de 4,13% neste mesmo segmento. Foram emplacados 17.097 unidades contra 16.262 do ano passado.
No mundo das duas rodas houve queda maior em Mato Grosso do Sul, que caiu 23,7%, contra uma queda nacional de 19,49%.
No geral, somando todos os segmentos (carros, comerciais leves, caminhões, ônibus e motocicletas e implementos rodoviários) o estado teve uma queda de 10,67%, puxados para baixo pelo segmento dos caminhões, ônibus e motocicletas.
O presidente da Fanabrave/MS, Luiz Antônio de Souza Campos, acredita que as vendas se manterão estáveis até o fim do ano, com a possibilidade de pequeno crescimento, ajudando ainda a manter os empregos gerados nas concessionárias. "Além das vendas, devemos destacar que os empregos nas montadoras e concessionárias puderam ser mantidos", avalia.
Como ficará o IPI para carros até janeiro de 2010
A redução fiscal foi feita inicialmente para terminar em março. Por pressão do setor, foi prorrogado até junho e novamente estendido. O IPI permanecerá reduzido até setembro e depois retornarão gradualmente conforme a tabela abaixo:


MOTORIZAÇÃO
ATÉ SET/09
OUT/09
NOV/09
DEZ/09
JAN/10


1.0
0
1,5%
3%
5%
7%


1.0 a 2.0 a gasolina
6,5%
8%
9,5%
11%
13%


1.0 a 2.0 flex
5,5%
6,5%
7,5%
9%
11%

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