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Preço da cesta básica apresenta alta de 0,48% em julho

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O Índice da Cesta Básica Alimentar em Campo Grande-MS, composta por 15 itens para a alimentação diária de um trabalhador adulto, para o mês de julho, apresentou alta de 0,48% em relação ao mês anterior, registrando um custo de R$ 213,88, enquanto no mês anterior foi de R$ 212,85. As variações acumuladas registraram, nos últimos 12 meses, queda de 2,52%; nos últimos seis meses 0,94% e, no ano, aumento de 0,84%. A pesquisa é elaborada mensalmente pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, das Cidades, do Planejamento da Ciência e Tecnologia (Semac).


Entre os 15 produtos que compõem a cesta básica, seis produtos registraram altas: feijão (23,99%); sal (10,71%); leite (4,68%); pão (3,67%); carne (1,62%) e banana  (0,97%). Oito produtos acusaram queda de preço: batata (15,82%); tomate (6,74%); óleo (5,30%); macarrão (3,03%), margarina (2,63%); açúcar (1,63%); laranja (0,91%) e alface (0,59%). O arroz não apresentou alteração de preço.


O preço do feijão registrou alta de 23,99% devido à normalização dos estoques. Os estabelecimentos pesquisados não fizeram promoção acentuada do produto no período, fator que também contribuiu para o aumento. No caso do sal, as chuvas ocorridas na região produtora dificultaram sua extração, já que isso depende da evaporação solar, diminuindo a oferta no mercado e elevando seu preço 10,71%.


A batata encontra-se no período de safra, o que aumenta seu volume no mercado e consequente queda de preço (-15,82%). Devido ao atraso na colheita, prevista para junho, por causa de fatores climáticos, aumentou a oferta do tomate no período, assim reduzindo seu preço (-6,74%).


Nos últimos seis meses, os produtos que apresentaram maiores altas foram: batata (44,82%), açúcar cristal (42,61%), leite (23,44%) e sal (10,71%) e as maiores quedas foram verificadas nos produtos: tomate (25%), feijão (18,77%), arroz (11,92%) e carne (agulha - 5,47%). 


Considerando o trabalhador que recebe um salário mínimo (R$ 465,00), restaram-lhe R$ 251,12 para atender suas outras necessidades básicas, como água, energia, saúde, serviços pessoais, vestuários, lazer e outros. Em junho/2009, o trabalhador gastava 45,77% do seu salário para adquirir a cesta básica e no mês passado registrou 46%.


Para adquirir a cesta, o trabalhador precisou gastar 101 horas e 11 minutos da sua jornada de trabalho mensal de 220 horas, restando 118 horas e 49 minutos, no levantamento anterior, eram necessárias 100 horas e 42 minutos.


Cesta Básica Familiar


Recomendada para uma família composta por cinco pessoas, o Índice da Cesta Familiar de Campo Grande, em julho, apresentou alta de 0,62%, fechando o mês com um custo de R$ 951,65 enquanto no mês de junho foi de R$ 945,77. A variação acumulada dos últimos 12 meses foi de 3,27%, nos últimos seis meses contabilizou 2,95% e, no ano, 3,86%. Entre os 44 produtos pesquisados que compõem a cesta familiar, 17 apresentaram alta de preços, 21 registraram queda e seis mantiveram seu preço inalterado.


O Grupo Alimentação apresentou alta de 0,62%, os produtos que mais contribuíram com as maiores altas foram: feijão (23,93%); alho (11,99%); sal (9,93%); queijo (5,89%); fubá (5,23%); frango (4,82%); leite (4,68%); pão (3,72%); mandioca (2,81%) e abobrinha (1,70%). Os principais produtos com as maiores baixas foram: batata (15,87%); cenoura (13,05%); tomate (6,70%); trigo (5,99%); óleo (5,40%); manteiga (3,22%); mamão (3,14%); macarrão (3,03%); margarina (2,70%) e açúcar (1,54%). Os produtos que não registraram alteração de preços foram: doces, arroz, cebola e peixe.


O alho registrou alta de 11,99% devido ao período de entressafra, que reduziu sua oferta, e o queijo (5,89%) sendo derivado do leite (4,68%) acompanhou sua alta de preço. Com fatores climáticos favoráveis, a produtividade da cenoura nesta safra foi boa, aumentando sua oferta no mercado e reduzindo seu preço. Devido a oferta relativamente elevada no mercado nacional, o trigo seguiu com as cotações baixas no período, registrando queda de 5,99%.


O Grupo Higiene Pessoal registrou uma variação positiva de 0,64%. Os produtos que registrou alta foram: papel higiênico (6,60%) e absorvente (3,20%). Os produtos que acusaram queda foram : dentifrício (4,05%); sabonete (2,86%)  e lâmina de barbear (0,72%).


O Grupo Limpeza Doméstica apresentou uma alta de 0,65%, destacando os seguintes produtos: esponja de aço (4,17%) e sabão em pó (1,44%). Os produtos que apresentaram queda de preço: desinfetante (3,96%); água sanitária (3,01%) e sabão em barra (1,41%). Detergente e cera em pasta não registraram alteração de preço.


Em termos de renda versus salário-mínimo, a pesquisa verificou que houve um comprometimento de 40,93% do valor total da renda familiar, considerando cinco salários mínimos (R$ 2.325,00), para atender uma família composta por cinco pessoas. 

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