dothCom Consultoria Digital
Publicado em 26/08/2009 às 07:54
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
A China superou a Alemanha como maior exportador mundial em volume comercial no primeiro semestre do ano, segundo publicou nesta quarta a imprensa oficial, reproduzindo informações do último relatório da Organização Mundial do Comércio (OMC). Entre janeiro e junho, a China vendeu bens ao exterior no valor de US$ 521,7 bilhões, enquanto a Alemanha, então líder mundial em exportação, negociou US$ 521,6 bilhões.
Apesar de as exportações chinesas estarem caindo há nove meses, a China conseguiu passar a Alemanha em números absolutos, embora analistas reconheçam que as vendas dos dois países não são comparáveis em valor agregado. No período entre 2000 e 2007, as exportações chinesas dispararam a ritmos superiores a 25% ao ano, amparadas pelo crescimento da economia à média de dois dígitos, o que tornou a China a terceira potência mundial no final de 2008, superando também a Alemanha.
"Os dados não surpreendem, graças à força do crescimento econômico da China, mas a economia chinesa não se beneficiou em excesso das exportações. A maior preocupação continua sendo a qualidade das exportações", explicou Li Daokui, diretor do Instituto de Economia e Empresa da Universidade de Tsinghua, em Pequim. A indústria exportadora chinesa, tradicional impulsora econômica do gigante asiático, foi gravemente atingida pela recessão mundial, que obrigou o fechamento de milhares de fábricas, sobretudo no sul do país, deixando mais de 20 milhões de pessoas sem emprego.
A OMC evitou prever se será a China ou a Alemanha a líder de exportações no mundo no final do ano, embora tenha apontado dois fatores-chave para solucionar a dúvida: taxas de câmbio e medidas protecionistas. O governo chinês denunciou que as medidas comerciais para limitar seus produtos foram ampliadas desde a eclosão da crise financeira e econômica.
Segundo seus dados, de outubro de 2008 a junho deste ano, os danos comerciais causados por medidas do tipo somam mais de US$ 9,8 bilhões, mais que o dobro na comparação com os nove meses anteriores. Os países ocidentais há anos pedem a Pequim que flexibilize o iuane, já que consideram que a divisa chinesa foi desvalorizada artificialmente.
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