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Técnicos angolanos vêm a Dourados aprender sobre bioenergia

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Um grupo de sessenta africanos vindos de Luanda, capital de Angola, estabeleceram-se na região da Grande Dourados em busca de experiências na área de bioenergia. Eles se preparam para instalar usina de açúcar e álcool naquele país.


O grupo é formado por cinqüenta homens e dez mulheres com formação de nível médio e superior nas áreas de planejamento, agronomia, engenheira elétrica e mecânica, química entre outras e deverá ficar no distrito de Ipezal, localizado no município de Angélica num período de seis meses. Na manhã desta quinta-feira, cerca de quinze angolanos estavam na sede da Polícia Federal em Dourados legalizando a permanência na região. O mecânico industrial, Francisco Antonio de 39 anos, disse que o grupo está aprendendo todos os detalhes da produção desde a plantação da cana-de-açúcar, passando pela implantação da usina até a fabricação de açúcar e álcool.


O técnico de controle e planejamento, Fortuna da Silva Antonio, disse que os angolanos desembarcaram em São Paulo e partiram de ônibus até o distrito de Ipezal. Ao conhecer Dourados, Fortuna ficou entusiasmado com a riqueza do município. Os angolanos disseram que o Brasil não é mais novidade para os africanos. "Já conhecemos o Brasil através da televisão, das novelas e das empresas que se instalaram em Angola", disse Francisco Antonio que pretende conhecer melhor não só a região de Dourados como o Pantanal.


Kiza Augusto Luabo Camaza é técnico em mecânica e pretende voltar com uma boa imagem do Brasil, principalmente das mulheres que em sua opinião são muito lindas. Kiza aproveitou para falar um pouco sobre a história do negro do Brasil e ressaltou os avanços que os descendentes dos escravos conseguiram nos últimos anos em todos os setores da sociedade. O grupo de angolanos está trabalhando na usina da ETH Bioenergia, braço de energia renovável do Grupo Odebrecht, localizada no distrito de Ipezal. A ETH, segundo Francisco Antonio vai construir uma usina em Angola para a produção de açúcar, álcool e energia através de parceria com o Governo do seu país.


Os angolanos estão vindo à Polícia Federal em Dourados em pequenos grupos para regularização dos documentos de permanência no Brasil. Como ficarão seis meses em Ipezal que é um pequeno vilarejo, os angolanos, segundo Fortuna da Silva, pretende conhecer melhor a cidade de Dourados e já estão programando uma visita durante um final de semana para fazer comprar e se divertirem.

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