dothCom Consultoria Digital
Publicado em 16/09/2009 às 13:30
Atualizado em 10/09/2026 às 13:55
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (16) pelo Ministério do Trabalho, revelam que foram criados 242 mil postos com carteira assinada em agosto, o melhor resultado de 2009.
Até agora, o melhor saldo deste ano havia sido registrado em julho, com 138 mil vagas abertas. O número veio até melhor do que o mesmo mês de 2008, quando foram criadas 239,1 mil vagas. Com isso, foi o melhor mês de agosto da série histórica do Caged, que começa em 1992.
"O resultado superou todas as expectativas. É o melhor resultado do Caged para o mês de agosto. A massa salarial está se recuperando e, com isso, a população tem mais dinheiro para comprar. A indústria teve de produzir para vender e agora está contratando", disse o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.
Presidente Lula
O número de postos de trabalho criados em agosto deste ano supera bastante a estimativa feita nesta segunda-feira (14) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente disse, no início da semana, que esperava a abertura de 150 mil vagas no mês passado.
Segundo o ministro Lupi, os dados do presidente Lula eram "parciais". "Ele tinha os números da semana anterior. O resultado só fechou hoje. Nos três últimos dias, ocorrem os registros das indústrias maiores. Graças a Deus o resultado veio acima do que o presidente falou", disse ele.
Crise financeira
A criação de vagas formais vinha em trajetória favorável até setembro do ano passado, mês no qual foram criadas 282 mil vagas. De outubro em diante, o emprego começou a sentir os efeitos da crise financeira internacional.
Em outubro, o resultado ainda foi positivo, mas houve queda no número de empregos criados. O governo contabilizou a criação de 61,4 mil postos em outubro, mas em novembro já houve o fechamento de 40 mil vagas e de outras 642 mil em dezembro. Ao todo, o Brasil registrou a demissão de quase 800 mil postos formais por conta da crise.
A partir de fevereiro, porém, o emprego formal começou a se recuperar, com a abertura de 9,1 mil postos formais. Entre fevereiro e agosto deste ano, foram criadas 781,5 mil postos. Ou seja, as vagas abertas quase chegam ao número de demitidos por conta da crise (entre novembro e janeiro).
"Se avaliar o período da crise, já recuperamos. Os empresários subestimaram a força do mercado interno. Agora vão ter mais custos para contratar", disse o ministro Lupi.
Acumulado do ano e projeções
No acumulado de janeiro a agosto deste ano, o Ministério do Trabalho informou que foram criadas 680 mil vagas com carteira assinada, o que representa uma queda de 62% frente ao mesmo período do ano passado, quando foram abertas 1,8 milhão de vagas.
Até o momento, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, vinha projetando a criação de um milhão de vagas em todo ano de 2009. Frente ao resultado de agosto, ele passou a afirmar que o número de postos criados superará esta marca. Porém, não citou um número. Para ele, o Produto Interno Bruto (PIB) terá crescimento de 2% neste ano.
"O mês de setembro será melhor do que o de agosto. Acho que teremos recordes sequenciais. O que temos é uma recuperação generalizada no emprego formal. Vamos ter o melhor ano do governo Lula em 2010, com mais de 1,8 milhão de vagas abertas", disse Lupi a jornalistas. O recorde atual do governo Lula é o ano de 2007, quando foram abertas 1,61 milhão de vagas.
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