dothCom Consultoria Digital
Publicado em 23/11/2009 às 11:21
Atualizado em 10/09/2026 às 13:55
A revolta é dos candidatos que ficaram sem a prova do maior concurso público em Mato Grosso. Eles pediam o cancelamento do concurso. Suely se inscreveu, pagou a taxa de R$ 100, mas não pode nem entrar na sala.
Eles aguardaram na rua, mas dentro da universidade tinha gente que já estava respondendo as questões.
"As pessoas estão jogando a prova pela janela", conta uma candidata.
As denúncias se repetiram em outros locais e no interior do estado.
"Quando iniciei a prova constatei que o lacre do envelope tinha sido violado", diz outro candidato.
O maior concurso público de Mato Grosso atraiu 274 mil candidatos de todo o país que disputavam dez mil vagas. Os salários variam de R$ 465 a R$ 10 mil.
Em alguns locais de prova, a polícia foi chamada para evitar mais confusão. Muitos candidatos registraram ocorrência na delegacia. Foram tantos problemas que o governo do estado decidiu cancelar as provas. Mas em um colégio em Rondópolis, no sul do estado, a notícia da anulação só chegou uma hora depois.
A Universidade Estadual de Mato Grosso, contratada para preparar o concurso, informou que teve um prejuízo de R$ 5 milhões com o cancelamento. Apesar das denúncias dos candidatos, a polícia disse que não houve fraude.
"Para se manter coerência, a lisura do concurso, tomou-se a decisão do cancelamento das provas", justifica o secretário de Administração-MT Geraldo de Vitto.
Quem saiu de outros estados para fazer a prova em Mato Grosso, faz as contas dos prejuízos. Vivian Perateli viajou mais de dois mil quilômetros para tentar conseguir um emprego: "Deixei de realizar meu sonho, porque não tem organização".
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