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Em MS, famílias esperaram 2h por notícias do Haiti

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Na noite de ontem, os militares brasileiros no Haiti, que fazem parte da Companhia de Engenharia da Missão de Paz no país correram para os telefones públicos da base do Exército para acalmar suas famílias no Brasil.


Jacilene Rodrigues da Silva Costa, 31 anos, disse que o telefone tocou por volta das 21h50. Do outro lado da linha estava o marido, o sargento Flaviano da Costa, de 33 anos.


O militar, originalmente lotado no 9° Batalhão de Engenharia de Aquidauana, informou que estava bem e procurou acalmar a família, "ele falou um pouco comigo, com a mãe dele, tentando tranqüilizar todos".


A esposa do sargento conta que soube do terremoto por volta de 20h de ontem, mas não tinha noção da gravidade. Às 4 da manhã, o sargento enviou mais noticias para a esposa, via e-mail.


Outro militar do 9° Batalhão, o sargento Antonio Francisco dos Santos Souza, 42 anos, mandou mensagens via MSN (comunicador via internet).


A esposa, Elaine Menezes Cunha Souza, 35 anos, diz que recebeu a mensagem às 23h, que dizia: "estou bem, não se preocupe, o pior já passou, não posso conversar, pois tenho de ajudar os haitianos".


Elaine diz que ficou mais calma quando alguns amigos contaram terem visto, em reportagens na TV, o militar trabalhando no resgate de vítimas.


Engenheiro - No Haiti não há apenas militares brasileiros. O engenheiro civil Paulo Henrique Saab Assad, 24 anos, está no país desde outubro. Funcionário da construtora brasileira OAS, no momento do tremor ele vistoriava uma obra, a 100 quilômetros de Porto Príncipe, escapando do epicentro do terremoto.


Paulo é filho do prefeito de Ladário, José Antônio Assad e Faria (PT), que relata ter recebido notícias do filho por volta das 22h. "Eu estava há 3 horas sem notícias dele, fiquei muito preocupado".


José Antonio conta que Paulo enviou um e-mail avisando que estava bem. "Foi uma benção, ele estava na obra e não no escritório da empresa, que fica em Porto Príncipe", conta. De acordo com o prefeito, o serviço de Paulo no Haiti vai até 2011.


Retorno - O retorno do contingente de militares do Haiti estava previsto para a próxima terça-feira.


De acordo com informações do Ministério da Defesa, não há como garantir estas datas, que estariam suspensas, principalmente pela falta de condições de uso do aeroporto.


Os militares que estavam se preparando para substituir a tropa, ainda nesta semana, tiveram de retornar aos seus postos.
 

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