O filme contando a história de Chico Xavier, com título homônimo, está batendo todos os recordes de bilheteria no país. Segundo levantamento, 590 pessoas compareceramaos cinemas no último final de semana. Em Campo Grande e Dourados, filas e mais filas estão se formando nos cinemas onde o filme está sendo exibido. Uma das cenas da película toca num episódio acontecido em Mato Grosso do Sul, relatado, nesta edição impressa deste final de semana de O Pantaneiro na página 2, em artigo de Valfrido Silva.
Dirigido por Daniel Filho, a película teve orçamento de R$ 12 milhões de reais. Retrata a trajetória do médium brasileiro, com os atores Nelson Xavier, Angelo Antonio e Matheus Costa representando Chico Xavier em três fases diferentes de sua vida.
Para o fotógrafo Sirnay Moro, o filme é importante não apenas por contar a história de um homem que dedicou sua vida pelo próximo, mas pela possibilidade de despertar nas pessoas o sentimento da solidariedade, tão importante neste momento em que várias tragédias tem acontecido no mundo.
Um relato da história
Na coluna "Conexões Gerais" da edição impressa de O Pantaneiro há um registro que ilustra o caráter sobrenatural da vida do protagonista do filme que está contangiando o público brasileiro. Confira, a seguir:
Conta o douradense Dr. Isaac de Barros Junior, que nos anos sessenta trabalhava no rádio e na televisão, em Uberaba, Minas, quando o dono da TV determinou que ele fosse representar a emissora numa cerimônia de plantio de árvores, na rua do Cemitério. Chegando no local indicaram o lugar, onde haviam outras pessoas fazendo a mesma coisa. Ele terminava de plantar quando um velho, com a voz suave e fraca, lhe pediu a pá, logo que concluísse o plantio para recomeçar o seu. Tudo seria normal se aquele ancião não fizesse o pedido usando os seguintes termos: “Moço de muitas vidas, depois me alcance sua pá”. Como se confessa agnóstico, o hoje advogado passou a tal pá e depois disse para um colega: “Conheci um velho maluco”. Tempos depois, no final do seu curso de direito, ele reencontrou-se com o “velho”, que era Chico Xavier. Para seu espanto, o médium disse o seguinte: “Moço de muitas vidas, passe o adoçante para este velho maluco!?”.