O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul determinou pelo afastamento por 30 dias das atividades da medicina o ginecologista Wilson Roberto Cardoso Farias, do Posto de Saúde, do bairro Mata do Jacinto, acusado de abusar de pacientes.
As irregularidades foram descobertas depois de dois anos de investigação e quando duas pacientes relataram que o médico praticava atos libidinosos durante as consultas ginecológicas.
O médico já havia sido punido no último dia 12, quando o CRM determinou por censura pública e publicação oficial, fato que não impedia que ele continuasse trabalhando. Essa nova punição o afasta dos exercícios da medicina do dia 3 de maio a 1º de junho. Acima dessa punição, ainda há a cassação do registro.
Na nota do CRM/MS, assinada pelo presidente Antônio Carlos Bilo, está assinalado que o médico foi punido por conduta antiética ao se beneficiar da sua condição profissional para obter vantagem sexual.
Na ocasião, em que o médico foi punido com censura pública, o presidente do CRM havia dito que a punição não era leve, já que isso constaria no seu registro no CRM e toda população saberia quem era o médico e o que ele fez. Agora, ele foi afastado.
Pelo Código Penal, a pena poderia ser mais pesada, e motivar até prisão do médico, já que a pena prevista para os culpados por este crime pode gerar condenação de oito anos.