Em nota, a ALL, empresa que administra a linha férrea na região que abrange o município de Miranda (MS), nega negligência na tragédia que matou Ramão Barbosa, 47. O homem foi atropelado por um trem, neste domingo (30), por volta das 3h40, no km 1063-700.
A empresa defende que o homem que estava deitado sobre os trilhos foi alertado pelo maquinista, que acionou a buzina e os freios, mas não conseguiu parar a tempo de evitar o atropelamento. Diante deste tragédia, a ALL alerta os pedestres para o risco de atitudes imprudentes, como caminhar ou fazer qualquer outra atividade sobre os trilhos, sob o risco de acidentes e até mesmo a morte, como o que ocorreu neste domingo. A empresa explica que o trem pode levar até um quilômetro para parar após o acionamento dos freios.
De acordo com o Código Nacional de Trânsito (Artigo 212), a linha férrea é sempre preferencial, sendo considerada infração gravíssima transpô-la sem parar. O acionamento da buzina é procedimento obrigatório pelo maquinista. Todas as locomotivas são equipadas com computador de bordo onde ficam registradas a condução do trem, inclusive o acionamento da buzina. Deste modo, todos os maquinistas da ALL fazem uso do apito do trem, como medida complementar à sinalização, uma vez que muitos motoristas, como o deste acidente, por distração ou por descumprimento da lei de trânsito, não param ou sequer reduzem a velocidade ao atravessar a linha do trem.
O corpo da vítima foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML). O homem estava sem documentos e o caso foi registrado pela Polícia Civil como morte a esclarecer, pois não se sabe se ele já estava morto no local. / Laura Holsback com informações da Assessoria