Uma vez por semana, uma funcionária do Banco de Leite Humano Hilda Bergo Duarte e geralmente uma bombeira devidamente treinadas cumprem a mesma rotina: com uma caixa térmica recolhem o leite de um grupo de mães cadastradas – a média é de 33 – que é encaminhado para o Hospital da Vida, onde passa pelo processamento, sendo pasteurizado e congelado. A seguir o produto é encaminhado para o Hospital da Mulher, garantindo aos bebes de mães que não podem amamentar as vantagens do leite materno.
Este esforço coletivo que envolve também médicos e enfermeiros tem contribuído para a solidificação da unidade de Dourados, inaugurada em dezembro de 2005, mas só plenamente ativada em 2008 e que integra uma rede de mais de 180 unidades no país. Também consolida o papel do Hospital Evangélico, gestor do Hospital da Vida e Hospital da Mulher, como uma instituição comprometida com a qualidade de vida. Por incorporar à sua dinâmica práticas facilitadoras da amamentação infantil o HE faz parte dos estabelecimentos de saúde agraciados com o título de Hospital Amigo da Criança, uma espécie de selo de qualidade instituído pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em conjunto com o Fundo das Nações Unidas para a Infancia (UNICEF).
Segundo a nutricionista Tailci Cristina da Silva, responsável técnica e coordenadora do Banco de Leite Humano de Dourados, a unidade pode ser um importante instrumento para combater um dos problemas mais sérios da sociedade, que é a mortalidade infantil. Isto porque o leite materno contém todos os nutrientes que uma criança precisa nos primeiros meses de vida: água, proteína, gordura, vitaminas, sais, cálcio e fósforo em quantidades adequadas, além de ter fácil digestibilidade.
Contudo, apesar de sua importância para o desenvolvimento do bebê, defendendo-o de diversas doenças, Tailce lembra que o índice de doação ainda é baixo em Dourados, seguindo uma tendência geral. Ela acredita que a campanha de doação atualmente promovida pelo Ministério da Saúde vai contribuir para aumentar a captação de doadoras na região e, consequentemente, para a redução da demanda. Atualmente a média de recolhimento é de apenas 33 litros/mês.
Os pré requisitos para as mães que se interessam em participar são: estar amamentando, ter leite excedente, caso seja fumante não utilizar mais de 10 cigarros/dia, estar em dia com os exames básicos do pré- natal e ter o cadastro médico liberado. Depois de aprovadas elas recebem orientações sobre ordenha e um kit com touca, máscara e vidros, entre outros itens. Mais informações podem ser encontradas Hospital da Mulher, na Rua João Vicente Ferreira, 2413 ou no site da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano: www.redeblh.fiocruz.br