A egressa do curso de Agronomia de Aquidauana, Léia Carla Rodrigues dos Santos, foi aceita no curso de Doutorado da UNESP, Campus de Ilha Solteira, uma das mais conceituadas instituições do País nesta área. A ex-aluna da UEMS, vale lembrar, ingressou na Universidade por meio das cotas para afrodescendentes e cursou o mestrado também nesta Universidade, tendo sido aprovada em primeiro lugar.
"O Brasil é um país onde a miscigenação predomina e há preocupações por parte de estudiosos no assunto quando o Estado implementa métodos de classificação de seus cidadãos segundo sua etnia ou cor. Alguns acham que no fundo, estas leis induzem ao racismo. Outros acreditam que estas leis restabelecem um direito que foi cerceado durante muito tempo aos menos favorecidos. Inúmeros juristas afirmam que o sistema de cotas fere a Constituição Federal e está em desacordo com o princípio de isonomia e de igualdade", lembra a Assessora de Comunicação da UEMS, Ana Tereza Vendramini Reis.
Em Mato Grosso do Sul a lei para cota de negros é de janeiro de 2003, sendo que em maio deste mesmo ano, a UEMS implantou seu sistema de cotas nos processos seletivos tanto para negros (20%) quanto para indígenas (10%). Dessa forma, tornou-se a primeira instituição de ensino superior a implantar o regime de cotas para negros e indígenas no Centro-Oeste.
A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul segue cumprindo o papel de formar cidadãos e transformar a realidade no Estado, oferecendo oportunidades a sua população.