A grande pergunta que se faz em Dourados, segunda cidade de Mato Grosso do Sul, neste início de semana é “onde estará o ex-Secretário de Governo de Ari Artuzi (mantido pelo prefeito interino Eduardo Machado Rocha)? Eleandro Passaia pediu licença no final de semana e deixou a cidade. Ninguém sabe o seu paradeiro.
Na noite de sexta feira o jornalista lançou o livro A Máfia do Paletó, onde conta detalhes da Operação Uragano, que levou políticos, secretários e empresários para a prisão. Num dos capítulos, segundo ele estranhamente censurado “pela Gráfica” – algo inusitado – o autor denuncia diversos políticos que representam Mato Grosso do Sul na esfera federal.
Alçado a condição de “herói” por alguns, por ter feito dezenas de gravações com políticos recebendo propina, orientado pela Policia Federal, Passaia começou a ser duramente questionado por alguns setores da própria mídia. Desde a deflagração da operação policial começou a viver, literalmente, entre o céu e o inferno.
Segundo fontes sua família não se encontra mais em Dourados. Por outro lado, o denunciante alegou ter recebido várias ameaças nos últimos dias. No meio de tantas perguntas algumas prevalecem: como o ex-sacolinha do prefeito preso virou mocinho de uma hora para outra? Os motivos das denúncias que repercutiram em todo o mundo teriam sido mesmo um problema de consciência?
Entre as várias versões que circulam na cidade, está a de que Eleandro Passaia teria sido preso na capital, no primeiro semestre. Diante do ex-secretário duas opções: ser preso ou colaborar com a Polícia, diante das evidências fartamente denunciadas em um blog da cidade (www.valfridosilva.com) de um forte esquema de desvio de recursos na administração municipal. Entre fatos e boatos o clima na cidade é tenso. Comenta-se que muita lama ainda está por vir.