O que deveria ser um simples aprendizado para as horas de lazer se tornou uma história de talento. Ao comprar uma viola no ano de 1956, cinco anos depois de chegar a Dourados, procedente do interior paulista, Benedito de Freitas ganharia gosto pelos versos. Da junção dos dois, surgiria o violeiro douradense, como é conhecido no meio cultural.
O resultado de sua perseverança em aprender a tocar viola, sem nunca ter um dia de aula, mas direcionando-se apenas pelas orientações de um antigo método de Tonico e Tinoco, é que “Dito” já produziu três trabalhos em CD: Beleza Sul-Matogrossense, Avante Dourados e, em 2010, Som Pantaneiro. Este último, lançado na Fazenda São Sebastião, em Itaporã, teve o apoio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.
Diante de sua dedicação, o projeto “Kit Difusão Musical”, da mesma Fundação, dirigida por Américo Calheiros, incluiu as canções “Beleza do Sertão” e “Resposta de uma Casada” no rol de 100 gravações que destacam nomes da música regional sul-matogrossense como Gabriel Sater, Gisele Sater, Jerry Espíndola, Tostão e Guarany, entre outros.
“Não posso me queixar do ano de 2010”, avalia Dito, lembrando também do reconhecimento obtido pela Câmara de Vereadores de Dourados e de sua participação no lançamento de um site, a convite, no gabinete do prefeito de Aquidauana, Fauzi Suleiman. Responsável pela formação do primeiro grupo de Catira de Mato Grosso do Sul este músico eclético já pensa em novos projetos.
“Meu desejo é levar a música de viola e a catira para as escolas de Mato Grosso do Sul”, destaca. Pode ajudar a impulsionar este projeto a gravação de um primeiro DVD. Dito não confirma, mas a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul já teria solicitado um projeto a respeito. Apaixonado pelo que faz, ninguém duvida que este objetivo será atingido